sexta-feira, 14 de março de 2014

Primeira impressão do Milan de Seedorf


Dois meses depois de ser contratado como treinador do Milan é altura de falar da escolha. Quando li a notícia de que Seedorf teria acabado a carreira de jogador para abraçar a carreira de treinador de um dos mais poderosos clubes do mundo fiquei com a sensação com que fico sempre - mais um treinador por geração espontânea! No entanto, como sempre nestes casos, decidi esperar para ver e só depois analisar. Porque a verdade é que cada um teve as suas próprias experiências no campo e no balneário (e não só) e isso pode fazer toda a diferença.
Dois meses parece-me ser tempo suficiente para que um treinador consiga, com o treino, caracterizar a sua equipa com os princípios mais básicos do seu modelo. Por essa razão decidi perder algum tempo a analisar o desempenho da equipa italiana.
A primeira impressão não é boa... O Milan defensivamente é pouco agressivo, desorganizado e colectivamente descoordenado. Individualmente Seedorf não tem, obviamente, a qualidade individual que este clube apresentou noutra épocas, mas o holandês tem obrigação de por a equipa a jogar muito mais do que aqui apresentou.
A contenção chega sempre tarde e fica constantemente afastada da bola, sem possibilidade de constrangir em espaço e em tempo o portador. Aliado a isso, a equipa desconhece o princípio de cobertura defensiva o que facilitou em diversas situações os jogadores espanhóis que foram criando situações de finalização em catadupa.

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Se a isto juntarmos alguns erros individuais dificilmente aceitáveis em equipas deste nível, facilmente conseguimos justificar o resultado e sobretudo a quantidade de oportunidades que o Atlético dispôs.

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E era o Atlético! Que não prima por ser uma equipa criativa e desequilibradora por natureza. O crer, a força e alguma organização foram mais do que suficientes para resolver a eliminatória.

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