terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 Sporting CP 5-2 Nacional: Inicio de jogo terrível do Sporting. Na segunda veio a reviravolta, mas nem tudo são rosas.

Mais um resultado desnivelado mas cujos números não inspiram assim tanta confiança. O Sporting atravessa uma fase de confiança imbatível mas que não vai durar para sempre. Este nível de eficácia ofensiva dificilmente se vai manter.
Sporting no geral com mais bola que o adversário e com vontade de jogar curto desde o guarda-redes.Veja-se o número de ligações de Renan para os colegas (defesas e Gudelj). Algum jogo interior (mais do que nos corredores) com os 3 médios e Nani bastante interventivos e interiores. Bas Dost continua a mudar o chip e a envolver-se cada mais com os colegas e isso torna-o muito melhor jogador. Bruno Fernandes no centro de todo o jogo do Sporting. Está mais feliz com esta forma de jogar e isso nota-se nele e no que dá aos colegas.
Nacional da Madeira mais defensivo que os leões mas ainda assim com ideia bastante positiva. Vontade de ter a bola desde trás, boa construção nas primeira fases e algum jogo interior, que neste tipo de equipas é bastante casual. Os madeirense alinharam num 4-3-3 com Vítor Gonçalves, Jota e Palocevic a formarem o trio de médios e Camacho, Witi e Róchez como tridente atacante. Jota (25 anos) e Camacho (24 anos) foram os mais inconformados e estiveram em bom plano com bola.
Este continua a ser o gráfico que me deixa algumas dúvidas que este nível de performance se possa manter por muito tempo. O Sporting a jogar em casa com um adversário do fundo da tabela não pode permitir 1.6 xG. E não o pode fazer porque nem sempre vai ser capaz de fazer 3 golo em 2.4 xG se retirarmos da equação os dois penaltys. Mesmo em relação aos penaltys, o Sporting tem esta época 8 lances da marca dos 11 metros (o primeira das 6 ligas europeias mais importantes) e desses 8 marcou todas o que faz com tenho 8 golos contra os 6.4 xG que esses lances valem. Insisto, este nível de eficácia não vai durar para sempre...

Liga NOS 18-19 Marítimo 0-1 SL Benfica: Péssima primeira parte. Jonas salvou os 3 pontos novamente.

Novo jogo e nova exibição cinzentíssima da equipa encarnada. Nada de novo em termos ofensivos, poucas ideias para desbloquear blocos baixos e sempre Jonas a resolver os problemas de Rui Vitória.
A posse foi controlada quase em definitivo pelo Benfica o que não espanta pela qualidade individual dos jogadores das duas equipas e também pela ideia de jogo de Petit. Sempre pelos corredores laterais e apenas com Pizzi a dar alguma criatividade em termos ofensivos. É para mim totalmente idiota que seja Pizzi a sair sempre que Rui Vitória precisa de mexer na equipa. Tem acontecido em todos os jogos e em todos os jogos a equipa fica pior depois disso. Estes mapas de passes que temos apresentado são muito claros: se Pizzi joga mais na direita, a equipa joga mais na direita, se Pizzi joga mais na esquerda a equipa ataca melhor pela esquerda. Ignorar estes factos é idiota e Rui Vitória continua a fazê-lo semana após semana. Zivkovic em bom plano uma vez mais e a dinamizar o corredor direito. Grimaldo continua a dinamizar o esquerdo que sente depois falta de um extremo mais capaz de jogar em combinação.
Muito menos passes para a equipa madeirense o que é perfeitamente expectável. Marítimo em 4-3-3 com Gamboa, Vukovic e Baiano a formar o meio campo, Danny e Correa nos corredores laterais (com Danny sempre muito por dentro) e Pinho na frente de ataque. Pouco jogo interior e corredor direito mais usado para os poucos contra ataques.
Ao intervalo o Benfica tinha criado mais ou menos a mesma coisa que o Marítimo e que foi muito próximo de zero! Isto começa a ser normal nos jogos do Benfica e isso é ridículo. O Benfica passou 45 com a bola à passear dos centrais para os laterais, dos laterais para os extremos e de volta para o quarteto defensivo. No início da segunda parte vem novamente o golo num bonito lance de Cervi que termina com o penalty finalizado por Jonas. Depois do penalty o Benfica criou mais um ou duas oportunidades num jogo contra uma das equipas mais frágeis do campeonato que luta pela manutenção. É um facto que desta vez o Benfica não permitiu oportunidades de golo ao adversário e isso é importante, mas penso que isso se deve mais ao facto de o Marítimo não ser capaz do que o Benfica estar melhor defensivamente... Vamos ver o que nos trás o próximo jogo com o Braga!

Liga NOS 18-19 Santa Clara 1-2 FC Porto: Depois do susto a recuperação e a vitória

Jogo previsivelmente complicado para os campeões nacionais que acabaram por trazer os 3 pontos, depois de dificuldades iniciais.
Pouca posse para os dragões, que normalmente dominam também este campo. Pouco a recolher da rede de passes desta semana que é pobre. Destaco Marega que a partir do corredor lateral acaba por ser o segundo avançado, deixando o corredor para Corona que vem ganhando protagonismo na equipa como lateral (apesar de ter terminado o jogo como extremo, após entrada de Máxi). Herrera mais uma vez aparece numa posição mais ofensiva que a de Oliver o que não me parece fazer grande sentido. Mas a equipa continua a ganhar...
Santa Clara organizado numa espécie de 4-4-2 losango, com o losango a ser definido por Alexandre Carvalho, Chrien, Rashid e Bruno Lamas. A equipa esteve quase sempre num bloco baixo, bastante recuada em grande parte do tempo e aproveitando os erros do adversário para atacar. Bruno Lamas é o mais criativo da equipa e o jogo passa quase sempre pelo médio português.
O gráfico de golos esperados é bastante claro, o jogo podia ter caída para qualquer dos lados. O Santa Clara produziu o suficiente para fazer o segundo golo e com isso o jogo podia ter mudado, mas a verdade é que o Porto soube sofrer quando foi preciso e fez os dois golos que são inteiramente merecidos. O golo de Soares mesmo ao cair da primeira parte foi decisivo, se o jogo vai para intervalo com empate, tudo podia ter sido diferente. O Porto com o tempo ia ficar mais nervoso e o Santa Clara podia aproveitar isso em seu benefício, mas o que fica são os 3 pontos para o Dragão.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Novo artigo no "Onde dá a bola?"

Mais uma participação no projecto "Onde dá a bola" com a equipa da semana e um breve resumo da jornada 13 da Liga NOS.
Comentem!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Europa League 18-19 - Sporting CP 3-0 Vorskla Poltava: Muitas mexidas no onze e ainda assim jogo bem conseguido!

No último jogo da fase de grupos de Europa League o Sporting tinha apenas o dinheiro da vitória para disputar e uma boa oportunidade para dar minutos a jogadores menos utilizados. Keiser não enjeitou a oportunidade e fez 8 trocas no onze inicial.
Do onze do jogo com o D. Aves ficaram apenas Acuña (que foi expulso e não joga este fim de semana), Coates e Bruno Fernandes que ficaram para não descaracterizar demasiado a equipa. Muita bola para a equipa do Sporting e uma quantidade de passes impressionante, mas temos sempre que ter em conta que o adversário era fraquíssimo e sem nada para ganhar. Destaque para a predominância do corredor esquerdo, com Acuña, André Pinto e Jovane Cabral. No meio, Miguel Luís teve muita presença e quase todos os lances passaram pelo jovem médio leonino. Bruno Fernandes começa a aparecer onde é mais perigoso, perto da área e da baliza, ao lado de Montero, desta vez. Mané teve bastante ligação com os restantes avançados e criou perigo em diversas ocasiões. Falta-lhe ritmo, isso é evidente, mas se continuar a jogar pode ser uma boa opção.
Os ucranianos tiveram sempre pouca bola e muita dificuldade em criar qualquer coisa quando a tinham. Jogaram em 4-3-3 com 2 médios defensivos e um ofensivo (Gabelok) e com o extremo esquerdo Artur sempre muito defensivo, preocupado com Mané, Bruno Fernandes e Ristovski (ou Thierry Correia na segunda parte). Alguma tentativa de jogo interior com os dois médios defensivos mas sem ligação com o ataque (sobretudo Careca, o ponta de lança).
O gráfico de golos esperados mostra com alguma clareza o que se passou no jogo: muitas oportunidades para os leões e quase nulas para os ucranianos. Domínio quase total do Sporting que ao intervalo ganhava por 3 com algum exagero mas que na segunda parte continuou por cima no jogo e a criar oportunidades que acabaram por fazer com que os 3 golos de vantagem não surpreendam.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Champions League 18-19 - SL Benfica 1-0 AEK Atenas: Jogo pobre com exibição brilhante de Grimaldo!

No último jogo da Champions League para ambas as equipas e quando já nada estava para decidir para além do dinheiro e do prestígio, defrontaram-se o terceiro e quarto classificados num jogo pobre em qualidade, num ritmo lento e sem ritmo mesmo para este nível de equipas.
A bola esteve quase sempre com a equipa encarnada que teve sempre dificuldades em usá-la com critério para desequilibrar o adversário. Nota-se que a equipa está mais avançada no terreno do que é normal neste tipo de jogos mas, como é costume, são os corredores laterais que são quase sempre usados para criar algum perigo. O corredor esquerdo é sempre o mais utilizado sobretudo porque Grimaldo está numa forma enorme e tem sido por ele que passam a maior parte dos desequilíbrios. Desta vez juntou a isso um golo de livre directo. Pizzi e João Félix foram também muito utilizados mas ainda fora substituídos. Depois disso a equipa piorou, o que acontece muitas vezes quando Rui Vitória precisa de mexer na equipa. Rafa teve pouca participação porque saí lesionado aos 53 minutos. Alfa e Gédson foram sempre mais solicitados para jogar sem bola, sobretudo em matéria defensiva.
A equipa Grega sempre em bloco baixo e isso nota-se no posicionamento médio mais baixa dos seus jogadores. O sistema utilizado foi um 4-3-3 normal com Galanopoulos como vértice defensivo do triângulo do meio campo com Cosic e Morán como interiores. Na frente, quase sem bola, estavam Klonaridis, Boyé no corredores laterais e Ponce como ponta de lança. Cosic é o dínamo da equipa em termos ofensivos e foi o mais chamado durante o jogo, mas sempre com dificuldade em ligar o jogo com o ataque.
As oportunidades de golo foram quase todas do Benfica que podia, é um facto, ter ganho por mais do que um golo (3-1 seria bastante justo), mesmo jogando lento, sem grande procura de espaços dentro do bloco grego e quase sempre usando os cruzamentos os desequilíbrios gregos na transição defensiva. Os gregos, nas poucas oportunidades que tiveram podiam ter marcado uma vez que conseguiram chegar aos 0.81 xG.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Champions League 18-19 - Galatasaray 2-3 FC Porto: Eficácia tremenda dos dragões e nos turcos exactamente o contrário!

Na última jornada do grupo, o Porto e o Shalke já com o apuramento garantido e restando apenas definir o acesso à Liga Europa, os turcos do Galatasaray precisavam de fazer o mesmo resultado do Lokomotiv para garantir o terceiro lugar. Sem muito que ganhar (tirando o dinheiro e o prestígio claro) fez algumas trocas no onze inicial.
Diogo Leite, Sérgio Oliveira, Hernâni e Adrian López foram titulares e o Porto começou com um 4-3-3 que é o sistema táctico que Sérgio Conceição usa quando quer baixar o bloco e aproveitar o contra-ataque. O Porto teve pouca bola (poucas linhas na rede) e há um pequeno ascendente no corredor direito, com Maxi a ligar por dentro com Sérgio Oliveira. Casillas ligou com Marega por diversas vezes com passe longo, sobretudo nas saídas de bola.
O Galatsaray controlou a posse mas teve muitas dificuldades em controlar o contra-ataque dos portistas. Os turcos alinharam com um 4-3-3 com Derdyok de ponta de lança que aparece um pouco mais recuado sobretudo porque disputou várias bolas no ar e outras combinações. Fernando, que no Porto era um médio defensivo aparece aqui como médio interior mais à frente até do que Ndiaye (interior esquerdo). O corredor direito foi bastante interventivo com Maicon, Mariano, Fernando e Feghouli em destaque. Na esquerda Nagatomo e Garry Rodrigues foram também bastante chamados, mas o que chama a atenção é que os corredores laterais são mais usados que o central.
Conforme tinha indicado no início, o resultado acaba por ser bastante injusto para os Turcos. Aquilo que fizeram no ataque seria suficiente para ganhar o jogo, mesmo tendo em conta a grande eficácia dos portistas, que fizeram 3 golos em 4 oportunidades. No final, em termos de golos esperados, temos 4.11 xG vs 1.71 a favor do Galatasaray que é impressionante, se tivermos em conta que o jogo ficou 2-3. Pode não ser muito preocupante para Sérgio Conceição uma vez que trocou metade da equipa que habitualmente começa os jogos, mas ainda assim dará certamente que pensar.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 Sporting CP 4-1 D. Aves: Resultado muito melhor do que a exibição. Claro que quando se ganha, ninguém quer saber...

Se o primeiro jogo de Keiser no campeonato foi bastante interessante e deixou boas perspectivas, o segundo devia fazer o Holandês (e os Sportinguistas) colocar os pés bem assentes no chão. Ganharam, que é o mais importante, mas deixaram indicações preocupantes no ataque e na defesa. Este nível de eficácia ofensiva dificilmente se mantém por mais do que 2 ou 3 jogos.
A bola foi controlada pela equipa da casa, como seria de esperar. Uma vez mais Mathieu a comandar a organização ofensiva da sua equipa e a fazer com que a equipa ataque sempre mais pelo corredor esquerdo, sobretudo com Acuña. Desta vez, o jogo interior foi muito mais reduzido e isso notou-se na forma como foram criados os desequilíbrios. Bruno Fernandes e Nani tiveram menos bola e foi Gudelj que foi chamado a construir na primeira fase. O corredor direito quase não existiu e isso facilita a forma de defender dos adversários. Bas Dost começa a aparecer sempre na rede de passes da sua equipa e isso é uma novidade. Vamos ver como se desenrasca o Holandês que tecnicamente é algo limitado, sobretudo na recepção e no passe.
O Aves teve sempre menos bola, mas foi bastante agressivo, sobretudo na primeira parte. O golo de Nani veio travar um pouco esta estratégia, mas ainda assim é de enaltecer. Em relação ao posicionamento da equipa, temos Defendi bastante alto no terreno, mas penso que isso se deve sobretudo às bolas paradas na área adversária (até fez o golo). Depois disso temos um 4-3-3 bem definido, com um triângulo invertido com Rúben Oliveira mais ofensivo. Anilton foi o mais interventivo na frente com ligações com os dois extremos, do lateral direito e do médio interior. Jogo sobretudo pelos corredores laterais e ausência de utilização do corredor central para atacar.
A surpresa é sobretudo no gráfico de golos esperados. O Aves, em Alvalade, teve mais oportunidades que o Sporting (14 vs 12) e no total ficou muito próximo do que o Sporting produziu. E isso é muito preocupante para os leões. Marcaram 4 e isso é factual, mas isso não vai ser sempre assim. Com este volume de produção, o Sporting vai ter dificuldades em marcar esta quantidade de golos. Se somarmos a isso as oportunidades que o Sporting permitiu ao Aves, que luta pela manutenção, estamos perante indicadores bastante preocupantes. Este hype que a mudança de treinador cria sempre vai desaparecer e depois só fica o modelo de jogo. Keiser precisa rapidamente de perceber como quer que a sua equipa defenda e se posicione para preparar a perda. Ao intervalo tínhamos 1.18xG vs 1.15xG, apesar de o Sporting estar na frente do marcador, depois do golo fortuito de Nani. Mesmo depois de estar a perder o Aves continuou a criar e terminou o jogo com mais xG do que o Sporting! Muita atenção no próximo jogo para perceber as evoluções de Keiser na organização defensiva.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 Vit. Setúbal 0-1 SL Benfica: Vitória suada e com alguma sorte

O primeiro jogo que analiso é o do Benfica por ser, na minha opinião, o mais difícil dos três grandes, não só porque o Benfica passa por grandes dificuldades num momento de instabilidade geral, mas também porque joga num campo tradicionalmente difícil e contra um adversário bem organizado por Lito Vidigal.
Benfica no já habitual 4-3-3 com o mesmo onze que inicio o jogo da semana passada com o Feirense e que vem sendo o mais utilizado nos últimos tempos. Zivkovic e Rafa, aos poucos vão ganhando o seu lugar no onze e Rui Vitória vai percebendo que jogando com os melhores está sempre mais próximo de ganhar. Em relação ao posicionamento destacam-se os extremos em posições bastante interiores mas isso deve-se em grande maioria ao facto de terem trocado de flanco por diversas vezes. Pizzi uma vez mais fundamental na dinâmica de passes da equipa e a ala esquerda sempre mais utilizada sobretudo porque tem Grimaldo, Pizzi e Zivkovic nesse corredor. Grimaldo está mesmo numa forma tremenda e tem criado desequilíbrios em todos os jogos. Desta vez foi no lance do golo com uma combinação fantástica com Zivkovic que o levou a fazer o passe para a assistência de Gédson.
O Vitória alinhou inicialmente num 4-4-2 com 2 médios mais defensivos - Agu e Semedo - 2 avançados - Cádiz e Mendy -  e 2 extremos - Bessa e Heriberto - que na rede de passes estão com posições pouco definidas porque Heriberto foi substituído ao intervalo mas jogou a primeira parte pelos três corredores, enquanto Bessa esteve sempre mais próximo do corredor esquerdo. Pouca posse para os Sadinos que jogaram preferencialmente num bloco mais baixo esperando as oportunidades para contra-atacar. Destaque especial para Agu que sendo bastante interessante em termos físicos e bastante inteligente com bola foi sempre dos mais criativos na procura de linhas de passe enquanto equilibrava a equipa quando não tinha a bola. O Nigeriano de 24 anos emprestado pelo FC Porto tem estado em belíssimo plano e pode ser opção para Sérgio Conceição se algum médio for transferido (fala-se da saída de Herrera que ainda não renovou).
Em relação ao resultado, apesar de algum controla por parte da equipa do Benfica, a verdade é que o empate espelharia muito bem o que se passou no Bonfim. O Benfica teve mesmo menos oportunidades de golo (12) que o Setúbal (14), apesar das ocasiões encarnadas terem sido um pouco mais perigosas, sobretudo o golo de Jonas aos 17' e o remate de Rafa aos 57' para defesa brilhante de Cristiano. No total, 1.39 xG vs 1.66 xG mostram bem a dificuldade (e alguma sorte) que o Benfica teve para ganhar este jogo. Resumindo, o Benfica melhorou pouco (ou nada) e continua com muita dificuldade em criar oportunidades claras de golo e a permitir oportunidades aos adversários. Com esta forma de jogar, dificilmente se aguentará muito mais tempo na perseguição aos rivais mais directos que continuam a ganhar os seus jogos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 - Rio Ave 1-3 Sporting CP: Primeiro jogo da liga para Keiser e boas indicações

O primeiro jogo do Sporting de Keiser trouxe boas indicações para aquilo que os leões podem vir a jogar num futuro bastante próximo. Tentativa de jogar pelo chão desde trás, muito jogo interior e boas combinações envolvendo os três corredores. Muito interessante e deixa boas perspectivas para os próximos jogos.
Basta uma pequena análise à rede de passes do Sporting para se perceber que alguma coisa mudou. Os extremos estão muito mais interiores deixando mais vezes os corredores laterais a Bruno Gaspar e Acuña e os 3 médios são muito mais chamados e combinam muito mais do que até aqui. Nota também para o posicionamento de Bas Dost que tem sido obrigado a baixar muito mais vezes para combinar com os seus colegas e não apenas para disputar bolas no ar ou finalizar. Bruno Fernandes e Nani são os motores da equipa e sentem-se muito melhor agora, numa equipa que quer ter a bola e que, apesar de ser ainda cedo, sabe o que fazer com ela.
Apesar do resultado a equipa do Rio Ave teve muita bola e disputou o jogo do primeiro ao último minuto. Os médios Shmidt e Jambor foram os mais utilizados na primeira fase de construcção que depois ligam com Diego Lopes e os laterais Matheus e Junio. Destaque para o posicionamento de Fábio Coentrão que apesar de no papel começar como extremo direito, acaba por jogar em todos os corredores e bastante vezes em zonas interiores. Galeno esteve um pouco abaixo do que esperava mas ainda assim podia ter feito golos.
Olhando para o gráfico de golos esperados (xG) é fácil de assumir que a vitória do Sporting é justa mas talvez por números exagerados. Penso que uma vitória com 1 golo de diferença seria mais realista. Quando Jovane fez o 1-3 o Rio Ave estava bastante por cima no jogo e a criar diversas oportunidades importantes. O golaço do jovem extremo fechou o jogo mas o Rio Ave ainda podia ter feito golo nomeadamente por intermédio de Fábio Coentrão.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 - SL Benfica 4-0 Feirense: Depois da tempestade a bonança, mas pouca...

Depois de uma semana bastante atribulada para os lados do Seixal, estava curioso por saber qual seria a resposta da equipa. Foi sempre minha convicção que o plantel está e sempre esteve com Rui Vitória e este jogo foi só mais uma prova. O problema nunca foi a relação com o plantel, esse é talvez um dos maiores méritos do treinador benfiquista. O problema foi sempre a ausência de ideias da equipa encarnada, sobretudo quando precisa de se organizar ofensivamente para desequilibrar adversários fechados. Isso e a organização defensiva que deixa bastante a desejar e que tem permitido em quase todos os jogos oportunidades flagrantes até aos adversários mais fracos.
O jogo desta semana é bastante semelhante ao que temos visto pelo Benfica. Corredores laterais predilectos para tentar desequilíbrios, sobretudo o esquerdo, onde estão Grimaldo e Pizzi. Pizzi é sempre o motor ofensivo da equipas e é por ele que passam a maioria dos ataques encarnados. Desta vez os extremos ocuparam posições mais interiores do que é normal, sobretudo quando jogam Cervi e Sálvio. Rafa continua como principal desequilibrador e isso tem juntado agora os golos. Jonas é Jonas e quando joga há sempre possibilidade de aparecer um golo. Foi com a magia de Jonas que o Benfica ganhou um jogo que estava a tornar-se mais um pesadelo.
O Feirense fez aquilo que tem feito na maioria dos jogos, defender com todos e esperar que o jogo termine. Se não tem aparecido o génio de Jonas o jogo podia muito bem ter caído para os da Feira. Ausência quase total de combinações com bola. Algum ascendente no corredor direito mas que não foi suficiente para que Sturgeon fosse substituído ao intervalo. Tiago Silva é o cérebro desta equipa e gostava muito que desse o salto para uma equipa que gostasse de ter a bola de vez em quando...
O gráfico dos golos esperados (xG) é uma das ferramentas que mais aprecio para analisar jogos. Espelha bastante bem o que se passa no jogo e ajuda a explicar algumas coisas que o resultado esconde. Atentemos ao andamento dos xG até ao golo de Jonas: 0.37 vs 0.22. O Benfica da primeira não fez absolutamente nada para marcar um golo e o lance genial de Jonas foi o que desmoronou a estratégia do Feirense. O resultado foi gordo, mas aquilo que o Benfica voltou a jogar foi muito pouco para quem ambiciona mais do que o terceiro lugar. O Benfica continua pobre de ideias e não fosse a qualidade individual de grande parte da equipa e os resultados podiam ser ainda piores. Estou espectante para ver Krovinovic regressar à sua forma desportiva e agarra o lugar no meio campo que é dele. Com Pizzi, Rafa, Zivkovic e Jonas pode estar a aparecer o melhor Benfica da época. Rui Vitória só tem que escolher os melhores para ter os melhores resultados, porque o trabalho da semana esse, tem ajudado pouco...

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Liga NOS 18-19 - Sporting CP 2-1 D. Chaves: Último jogo de Tiago Fernandes e mais uma vitória com algum sofrimento final e muita polémica!

Não vi o jogo e apenas baseio a análise nos dados estatísticos (rede de passes e gráfico de golos esperados) como é costume.
A posse foi claramente dominada pela equipa do Sporting com uma ala esquerda mais interventiva do que os restantes corredores. Mathieu, Acuña, Jovane e Bruno Fernandes combinaram com alguma frequência e em relação ao primeiro já por várias vezes aqui afirmei que é dos mais importantes na manobra ofensiva da sua equipa. É nele que começa a construcção da equipa na primeira fase e quase sempre com grande qualidade. As saídas de Renan pelo chão são novamente visíveis. Gudelj serve como ferramenta de transmissão com médios e laterais e destaco também o posicionamento de Miguel Luís que aparece na mesma linha de Bruno Fernandes o que é um grande upgrade em relação ao passado com Battaglia. Os laterais aparentam bastante ofensivos no terrenos o que joga bem com o facto de os extremos estarem sempre mais por dentro.
O Chaves com menos bola do que o Sporting (e do que a época passada com Luís Castro) o que acaba por ser normal numa equipa deste tipo em casa de um grande. Corredor esquerdo mais utilizado que os restantes, com Marcão, Luís Martins e Avto e algumas ligações com André Luís. Eustáquio é o motor da equipa nas primeiras fases de construcção com ligações aos laterais e a Renan.
O gráfico de golos esperados mostra claramente o cariz do jogo de ambas as equipas. O Sporting mais ofensivo, a criar oportunidades de golo do primeiro ao último minuto e o Chaves, defensivo, à espera do erro e com apenas três oportunidades de finalização, com baixo valor, e ainda assim consegue um golo. O Sporting ganhou com justiça e não merecia o golo que acabou por sofrer, pelo menos por aquilo que o adversário criou. Não obstante, foi um jogo com alguma polémica no que diz respeito à arbitragem com dúvidas na expulsão, no penalty e no golo anulado ao Chaves.

Liga NOS 18-19 - Tondela 1-3 SL Benfica: Até à expulsão, equilíbrio total. Depois da expulsão, a vitória.

 
O jogo teve duas partes distintas: até aos 54' o jogo foi completamente dividido em oportunidades de golo com algum domínio da posse por parte do Benfica; a partir dos 54' o Benfica dominou o jogo e criou oportunidades suficientes para ganhar o jogo com alguma facilidade.  
Em termos de posse de bola o domínio foi sempre do Benfica uma vez que a estratégia do Tondela passa mesmo por ceder a bola ao adversário em zonas menos perigosas e fechar os caminhos para as zonas mais valiosas. Depois de ganhar a posse de bola aproveitar a desorganização para criar situações de finalização com poucos toques e em pouco tempo. A primeira coisa que a rede mostra é que o posicionamento de Pizzi é diferente do habitual, mas isso explica-se pela mudança de posição de médio interior para extremo quando saiu Cervi e entrou Seferovic. Isso fez com que a influência que o Português costuma ter no meio campo fosse menor. O mais influente desta vez foi Gabriel, que jogou como médio interior esquerdo. As combinações com Grimaldo e Ruben Dias foram muitas, mas Cervi ficou de fora na maioria das vezes. Fejsa foi mais vezes chamado por Gabriel do que Cervi ou Jonas o que significa que o médio Brasileiro trás pouco à equipa em termos ofensivos e isso, penso eu, tem-se notado em todos os jogos. Conti, André Almeida e Pizzi também combinaram bastante e foi destas combinações que surgiram os 2 primeiros golos e mesmo o terceiro saiu dos pés de Pizzi. De destacar também o posicionamento de Rafa que é, nesta fase, um dos melhores valores do ataque benfiquista e, com o regresso de Jonas, podem trazer ao Benfica os golos que têm faltado para esconder novamente as debilidades defensivas de sempre.
Do Tondela não há muito a dizer em termos de posse, porque a equipa teve pouca bola (a rede de passes contempla linhas com 3 ou mais passes e não 5 como a do Benfica). Destaco a ligação entre O guarda-redes e Tomané, sempre com jogo aéreo, mas que ajuda a equipa a ter bola em zonas mais adiantadas. De resto os ataques mais perigosos acabaram sempre nos pés de Murillo que chegou a Portugal para jogar no Benfica mas que nunca chegou a vestir a camisola encarnada. 
É neste gráfico que ficam bem à vista as fragilidades deste Benfica. Ao intervalo, o Tondela tinha criado tanto como o Benfica e isso é inadmissível. No início da segunda parte voltámos ao mesmo e, na minha opinião, apenas a primeira expulsão (de David Bruno) fez com que o Benfica controlasse a bola em zonas adiantadas e criasse situações clara de golo. O gráfico não deixa margem para outras interpretações, o jogo do Benfica foi mais uma vez pobre (ofensiva e defensivamente) e o Benfica continua a permitir aos adversários mais fracos da Liga criar situações atrás de situações para fazer golo. O Tondela acabou um jogo onde foi pobre com 1.9 xG o que significa que o Tondela podia mesmo marcar mais um golo. O Benfica terminou com 3.12 xG e isso reflecte exactamente o resultado final.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Melhor onze da jornada 10 da Liga NOS


Mais um onze da semana no "Onde dá a Bola", cono sempre, feito por mim.

Onde dá a bola

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