domingo, 23 de agosto de 2015

Breves do Benfica 2015-2016


Hoje é mesmo muito breve...
Na organização defensiva, nada de novo...


Na organização ofensiva, mais do mesmo. 56 cruzamentos!!! Depois o argumento de quem não faz ideia do que se passa no campo... falhámos na finalização. Pudera!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Primeira impressão do Benfica de Vitória


O Benfica ganhou 4-0, mas o resultado não podia ser mais enganador. O jogar do Benfica foi o mesmo que vimos na final da supertaça, o que mudou foi o adversário e a qualidade individual (e colectiva) que o Estoril não possui.

Organização defensiva débil, pouco cuidada e a permitir espaço ao adversário em demasiadas circunstâncias para uma equipa que estava habituada a controlar os adversários de uma forma extremamente cuidada e ao detalhe. Desta vez decido dar ênfase à falta de preocupação que a equipa demonstra (e com isto o treinador, uma vez que ele que decide trabalhar ou não todos estes detalhes) no controlo do espaço à frontal à baliza (um dos mais importantes na organização defensiva). A dinâmica dos dois médios que o Benfica continua a tentar impor simplesmente desapareceu. O jogo de coberturas esfumou-se e quem paga é a linha defensiva, que acaba exposta muito mais vezes do que no passado.


Em relação à organização ofensiva, neste jogo a saída desde o guarda-redes foi muito facilitada pelo facto de o adversário abdicar de pressionar essa saída. Os dois centrais saíram sempre com bola facilmente e até a ajuda de Fejsa foi poucas vezes solicitada. No entanto os problemas começam logo a seguir a esse momento. Depois da bola controladas pelos centrais (ou Fejsa) as opções de passe para progressão desaparecem. Pizzi dá sempre a cara mas é só um e isso facilita o trabalho do adversário. Gaitán a espaços fechou no corredor central para ser essa solução e conseguiu resolver alguns problemas, mas nem sempre o fez. Resta saber se isso passa pela ideia do treinador ou se são "bons vícios" do passado. Ola John nunca conseguiu perceber que era preciso fazer o mesmo que o colega do flanco oposto para aumentar as linhas de passe ao portador e foi simplesmente nulo neste momento (será por ter menos rotina do ano anterior?). Jonas em 3 ou 4 lances foi a solução encontrada, chegando a pisar zonas antes do meio campo para que a equipa conseguisse progredir com bola até zonas de criação.


Com poucas oportunidades de continuar as jogadas pelo corredor central, o caminho são sempre os corredores laterais. Os extremos (e em poucas situações os laterais) são quem acaba por ter de carregar o peso das decisões no ataque, quase exclusivamente recorrendo a cruzamentos para a área.


Resumindo, jogo muito pouco conseguido pela equipa do Benfica em todos os momentos do jogo. O resultado, relembro foi de 4-0. E refiro isto novamente para que se perceba que seria fácil nesta altura dizer que a equipa está a crescer e que o futuro é risonho. Não me parece que seja... O primeiro nasce de um cruzamento, o segundo de penalty após remate sem nexo a 30 metros da baliza e o terceiro de cruzamento. O último golo foi diferente e foi a única vez em que vi uma combinação entre jogadores do Benfica no ataque. Aconteceu aos 89' quando o Estoril já não era equipa.

Uma palavra para a utilização de jogadores da "formação". Nelson Semedo é um jogador com potencial mas fez até agora dois jogos banais, com muitos erros e duas ou três arrancadas promissoras. Vítor Andrade e Gonçalo Guedes foram opção porque o plantel é débil nessa posição (Gaitán e Ola John são as únicas opções neste momento) e não porque tenham feito algo para o merecer mais do que em outras épocas.

domingo, 16 de agosto de 2015

Primeira impressão do Porto de Lopetegui


O Porto tem esta época a vantagem óbvia de ser o único dos três que mantém a sua estrutura técnica (e com isso o seu modelo). Se juntarmos a isso a maior qualidade individual que o seu plantel continua a demonstrar, é fácil de classificar o FC Porto como o principal candidato ao título. É verdade que saíram nomes importantes da equipa titular como Danilo, Casemiro, Óliver e Jackson, mas entraram para os seus lugares Maxi, Danilo Pereira, Imbula e Osvaldo. A somar a isto, melhorou na baliza com Casillas e na frente com a saída de Quaresma e as entradas de Varela, Bueno ou André André.

À primeira vista a ideia de jogo é a mesma, sem grande evolução e com os mesmo problemas do passado. Defensivamente, continuam as dificuldades a controlar a profundidade quando a equipa quer encurtar o espaço ao adversário e há transição defensiva. Da equipa do ano passado apenas Maxi é novo. Estes detalhes deviam estar afinadíssimos na equipa do Porto...


Ofensivamente, o jogo do Porto continua a desenrolar-se exclusivamente nos corredores laterais, onde ocorrem todos os desequilíbrios. As opções de passe ao portador contínua a ser as mesmas, sem nunca ser explorada a possibilidade da equipa usar o corredor central para desequilibrar o bloco adversário. Em jogos em campos mais difíceis e com equipas com blocos mais compactos, as dificuldades vão voltar...


É claramente a equipa favorita à vitória final. No entanto continua a permitir que uma equipa individualmente mais fraca, mas com ideias bem definidas, possa intrometer-se nessa luta.

sábado, 15 de agosto de 2015

Primeira impressão do Sporting de Jesus


As ideias começam a aparecer e o tempo de trabalho ainda não é muito. Há diferenças para anos anteriores da equipa de Jesus, por causa do pouco tempo de trabalho, mas sobretudo porque os intérpretes da suas ideia são outros e isso pode mudar tudo.
Em termos defensivos, a coordenação da linha defensiva continua a crescer mas ainda há dificuldades. Mesmo contra uma equipa que causou poucos problemas.


Ofensivamente, onde os processos são ainda mais dependentes de quem os executa, falta ainda muito trabalho no jogo interior e na criação de várias linhas de passe ao portador. O cruzamento ainda é a arma mais utilizada pela equipa. O facto de na frente estar Slimani vai sempre dar a ideia de que é a melhor solução...



No entanto, a equipa continua a crescer a um ritmo que espanta qualquer um. Todos os jogadores são neste momento melhores aos olhos de toda a gente. Tudo isto por uma simples razão. O Sporting contratou um treinador com um modelo de jogo, com as suas ideias, e que sabe como as operacionalizar.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Breves sobre o novo Benfica


Que vimos um Benfica muito diferente da época passada (mudaram 4 jogadores, é um facto) já toda a sabe. O que muitos não sabem e vão continuar sem perceber são os motivos dessas diferenças. Bem sei que custa a muita gente que nunca entendeu a grandeza do trabalho de Jesus, mas a verdade é que o que fez sempre toda a diferença foi o trabalho (criação e operacionalização de uma ideia de jogo) do treinador que agora lidera em Alvalade.
Foi uma era marcante na história do Benfica e só se dará reconhecimento unânime daqui a alguns anos. E foi sobretudo porque Jesus treino no pormenor, no detalhe. Conhece o jogo como poucos e consegue operacionalizar as suas ideias (ao pormenor, não me canso de dizer) como muito poucos no mundo!
Defensivamente as diferenças, em 5 semanas de "trabalho", estão à vista. Em quase todos os momentos do jogo, mas mais visíveis aqui na linha defensiva.


Ofensivamente, o trabalho de constante criação de várias linhas de passe ao portador simplesmente desapareceu. Com isto, os que melhor entendem o jogo, começam a ter um caminho único. Às vezes chega para resolver os problemas, mas com o acumular de minutos, só o colectivo pode ser o caminho.


A única coisa positiva que retiro do jogo do Benfica é que individualmente continua mais forte que 95% das equipas. Essa é única razão pela qual o Benfica pode continuar a sonhar com títulos.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O FC Porto pode começar a encomendar as faixas...

Vítor Pereira tem acordo por dois anos com o Fenerbahçe

O FC Porto parte para a próxima época como claro favorito à conquista do título. Porque mantém grande parte do melhor plantel do campeonato (claramente!), mas sobretudo porque mantém a estrutura técnica e a sua ideia de jogo (que tem defeitos, mas que tem bastante qualidade).
A única ideia que poderia dar a volta a esta inevitebilidade foi, ao que parece, comprada pelos Turcos...
http://www.maisfutebol.iol.pt/transferencias/internacional/vitor-pereira-dois-anos-no-fenerbahce
É pena, Portugal (e o Benfica) merecia esta qualidade no banco.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Opções credíveis para continuar um trabalho de qualidade.


Parece confirmada a saída de Jorge Jesus do Benfica.
A tarefa de o substituir é ingrata, tal foi a qualidade que este deixou na equipa encarnada. Das opções possíveis (sobretudo financeiramente) só encontro duas que possam fazer esquecer os últimos anos.
Bem sei que ambos têm anticorpos junto dos adeptos do clube, mas a direcção do Benfica tem que ser imune a essas coisas e decidir de acordo com o que for melhor para o clube. O que deve estar em cima da mesa é a competência técnica do treinador e não a sua preferência clubística ou as suas decisões enquanto profissional de futebol.
Estas seríam as minhas escolhas (Vitor Pereira à cabeça). É preciso coragem nestes momentos. Que não falte à direcção do Benfica, para que o futuro do clube esteja assegurado.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O blogue está de luto...


A confirmarem-se as notícias da mudança de treinador no Benfica, é possivelmente o pior acto de gestão de Luís Filipe Vieira e o princípio do fim do seu estado de graça no clube.
Ainda não consigo acreditar que se possa perder o melhor treinador dos últimos 30 anos (pelo menos!) por questões financeiras.

É um dia negro para o futebol do Benfica. O blogue estava inactivo há alguns meses, mas neste momento está de luto...

sábado, 19 de julho de 2014

Sami e como uma péssima decisão pode iludir...


Sami entrou ao intervalo do jogo de hoje contra o Genk e fez dois golos. Quem não viu o jogo certamente ficará impressionado e quererá ver mais deste jogador. Mas mesmo quem viu o jogo terá ficado iludido. Sobretudo porque a maioria das pessoas que vê futebol (e o narrador da SportTV também) sobrevaloriza o último gesto subvalorizando todos os gestos anteriores com a mesma influência (ou até maior!) no resultado final.


Fica um excelente exemplo daquilo que afirmo. Sami é um jogador banal, fez dois golos e um deles precedeu uma péssima decisão. Na cabeça dos adeptos Sami deve ser titular no próximo amigável. E na de Lopetegui? Veremos...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Selecção neste mundial. Foram as escolhas?!


A opinião é mais ou menos generalizada. O problema do fracasso no mundial foi das escolhas do seleccionador. Não levou os melhores ou os que estavam melhor nesta fase. Contudo, esta não é a minha opinião. Acreditar que jogadores medianos como Cédric, Adrien, Paulo Oliveira, Ivan Cavaleiro ou Quaresma fariam muito melhor do que os que estiveram no Brasil é para mim difícil de compreender e de aceitar.
A selecção tem um lote de grandes jogadores e é candidata a ganhar títulos? Nunca... A qualidade da grande maioria dos jogadores da selecção neste momento é baixa e por isso não se pode exigir muito. No entanto estes jogadores podem jogar muito mais do que fizeram. Foram as lesões? Não me parece. Vários jogadores não lesionados tiveram prestações pouco brilhantes. Foi o calor? Acho difícil quando olho para as prestações da Suíça ou da Bélgica que mesmo sem serem demasiado entusiasmantes revelam um nível de jogo de acordo com a sua qualidade.
O problema é outro. É o contexto. São as ideias do treinador e a forma como este pensa o futebol. Essa é a única explicação para os erros sucessivos de organização que foram cometidos nos três jogos. Isso sim é um problema e que a continuidade do treinador dificilmente corrigirá.

Linha defensiva sempre descoordenada e agarrada às referências individuais que são uma marca indiscutível do modelo de Paulo Bento. Neste caso é Bruno Alves completamente descoordenado em relação aos seus colegas e que permite que o espaço mais importante do jogo (em frente à baliza) não tenha jogadores portugueses. 


Jogo de coberturas defeituoso ou inexistente na grande maioria das situações. Os jogadores estão preocupados com o seu adversário directo e não há qualquer coordenação colectiva a defender a sua baliza. Nesta situação a distância entre a contenção (ultrapassada) e o jogador seguinte é tão grande que estranho não tenha criado mais perigo...


A equipa está a ganhar mas precisa de marcar mais, todos sabemos. Mas isso não justifica tamanha desorganização a defender. Ausência de cobertura ao central que saiu na dobra ao lateral, central que fica e lateral não ajustam e ficam agarradas a uma marcação individual que só se vê nos distritais (e mesmo aí já nem em todas as equipas), médio defensivo lento a ajustar na cobertura ao central para formar linha de três. Tudo muito mau...


Controlo dos cruzamentos inexistente. A selecção defende cruzamentos da mesma forma que defende combinações à entrada da área. Cada um marca o seu e a iniciativa fica toda do lado de quem ataca. Só não houve mais golos porque o Gana já não estava no mundial... A Alemanha marcou quatro sem fazer grande esforço.


Isto tudo para dizer que o problema não foram as escolhas, o problema foram as ideias... Ou não se treinou bem e as ideias não passaram (são muitos erros e tão básicos que não consigo acreditar) ou então treinou-se outra coisa qualquer que não foi, de certeza, futebol... O resto não sei, os meus conhecimentos de ortopedia e de fisioterapia não são suficientes para avaliar o "índice lesional" da equipa...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Mundial 2014: Onze da segunda jornada


Titulares (4x3x3):
Ochoa (México)
Serge Aurier (Costa Marfim)
Mario Yepes (Colômbia)
Mensah (Gana)
Beasley (EUA)
Matuidi (França)
James Rodriguez (Colômbia)
Modric (Croácia)
Benzema (França)
Alexis Sanchez (Chile)
Luis Suarez (Uruguai)

Suplentes (3x4x3):
Sergio Romero (Argentina)
Kompany (Belgica)
David Luiz (Brasil)
Haliche (Argelia)
Muntari (Gana)
Pjanic (Bosnia)
Feghouli (Argélia)
Bryan Ruiz (Costa Rica)
Valencia (Equador)
Robben (Holanda)
Mandzukic (Croácia)

sábado, 21 de junho de 2014

Mundial 2014: Equipa da primeira jornada


Fica o meu onze (titulares e suplentes) da primeira jornada em 4x3x3:

Titulares:
Keylor Navas (Costa Rica)
Mauricio Isla (Chile)
Hummels (Alemanha)
Kompany (Bélgica)
Miguel Layun (México)
Pirlo (Itália)
Modric (Croácia)
Óscar (Brasil)
Arjen Robben (Holanda)
Thomas Muller (Alemanha)
Robin Van Persie (Holanda)

Suplentes:
David Ospina (Colombia)
Serge Aurier (Costa Marfim)
Zapata (Colombia)
Varane (França)
Daley Blind (Holanda)
Behrami (Suiça)
Matuidi (França)
Ozil (Alemanha)
Neymar (Brasil)
Benzema (França)
Joel Campbell (Costa Rica)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mundial 2014: Grupo H


Bélgica 2-1 Argélia

Vi apenas os últimos 10 minutos de um jogo que acabou por ser bem mais complicado para a Bélgica do que se poderia esperar. Tenho muita curiosidade por ver esta equipa com atenção.
Vermaelen foi preterido por Van Buyten e isso trás dois problemas. Para além de jogar o segundo, que apesar das qualidade físicas não tem qualidade para jogar de início nesta equipa, faz com que Vertonghen, um dos melhores centrais do mundo, seja deslocado para o corredor lateral. Fellaini também começou no banco mas porque vem de lesãe e ainda está a recuperar.
Na argélia, Haliche e Soudani foram os "portugueses" de início com Ghilas e Slimani a entrar durante a segunda parte.



Rússia 1-1 Coreia do Sul
Rússia com uma forma de jogar mais baseada na posse e em combinações entre os seus jogadores e a Coreia com um futebol mais objectivo, sobretudo com base na velocidade e em rupturas.
Destaco na Rússia o bom jogo de Kombarov e de Kokorin e ainda a entrada em campo de Kerzhakov que, deixando de lado as divergências com Capello, acabou por fazer o golo do empate. Pela negativa tenho que destacar Akinfeev pela negativa pelo erro no golo da Coreia, pode ter sido muito importante...
Na Coreia destaque para Heung-Min Son que dinamizou o ataque coreano com lances individuais que podiam ter terminado em golo por duas ou três vezes.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Mundial 2014: Grupo G


Alemanha 4-0 Portugal
Sobre Portugal já falei, não há mais a acrescentar. A somar a todas as debilidades colectivas que esta equipa sempre teve, juntaram-se erros individuais, erros do árbitro e paragens cerebrais.
A Alemanha alinhou num 4x2x3x1 com quatro centrais na linha defensiva, uma duplo pivot com Lahm e Khedira e Kroos atrás de Ozil, Goetze e Muller. Com tantas fragilidades e erros individuais foi fácil para os médios alemães ultrapassarem as primeiras linhas defensivas e chegar à área sempre em superioridade numérica. As trocas posicionais no ataque desfizeram a organização defensiva portuguesa baseada em marcações individuais. Foi tudo tão simples que não foi preciso um grande jogo para golear...

Gana 1- 2 Estados Unidos
Estados Unidos entraram a ganhar o jogo e isso mudou a postura das equipa de imediato. Os africanos passaram a correr atrás, tomando as rédeas do jogo e criando várias oportunidades de golo. Os americanos baixaram as linhas, num  4x4x2 losango, com os 4 médios muito próximos da linha defensiva e Dempsey e Altidore (e depois Johannsson) soltos na frente e as referências para as saídas de bola. O jogo directo foi a única arma com que Klinsmann apetrechou a sua equipa e, se olharmos apenas para os resultado, foi suficiente.
Se olharmos para o processo, considero que o resultado não é justo. O Gana, apesar de desorganizado defensivamente, foi sempre muito melhor com a bola e criando oportunidades de finalização suficientes para ganhar o jogo.O golo do Gana foi um dos melhores golo até agora. Jogada colectiva interessante até à finalização. 
Destaco deste jogo Rabiu, Muntari, e os dois Ayew no Gana e Jermaine Jones, Bradley e Dempsey nos Estados Unidos.

Mundial 2014: Grupo F


Argentina 2-1 Bósnia
Muita expectativa para ver uma das melhores equipas em termos individuais ainda por cima jogando num país hostil que certamente lhes oferece grande motivação. Iniciou em 5x3x2 com um meio campo preenchido por Mascherano, Maxi Rodriguez e Di Maria (2 extremos adaptados a interior) e Aguero e Messi soltos na frente. Inexistência de jogo interior, só chegaram a zonas de finalização através dos corredores, seja com a subida dos laterias seja pelos médios interiores que jogaram sempre nos corredores laterais (são extremos!). Na segunda parte a Argentina mudou para 4x3x3 e entraram Higuain e Gago para os lugares de Maxi e Campagnaro. 3 avançados na frente, Mascherano, Gago e Di Maria no meio e linha (se fosse uma linha...) de quatro defesas. Apesar da mudança de sistema, a dinâmica manteve-se quer defensiva quer ofensivamente...
Difícil perceber que em 2014 ainda haja equipas que se dividem entre os que atacam e os que defendem, ainda por cima com referências individuais por todo o campo sempre que não têm a bola. Estes jogadores mereciam muito mais... Jogo esforçado onde a qualidade individual acabou por sobressair (onde não há outra, só pode sobressair essa).
A Bósnia em 4x3x3 tentou sempre manter as linhas baixas e, em contra-ataque foi sempre criando algum perigo. Falta-lhe capacidade individual na frente para aumentar os desequilíbrios na última fase (Dzeko sempre muito sozinho e contra muitos adversários).


Irão 0-0 Nigéria

Vi apenas parte do jogo e com pouca atenção. Uma grande parte da culpa de ter visto apenas uma parte foi a forma como as duas equipas abordaram o jogo... Do Irão já esperava uma vez que é uma das equipas menos cotadas da prova. Da Nigéria esperava mais iniciativa até por serem uma selecção africana que sempre nos habituaram a ataques vertiginosos e pouco dadas a calculismos e linhas baixas.
Espero mais da Nigéria no próximo jogo.
O Irão de Carlos Queiroz já fez mais pontos do que eu esperava e em termos de futebol jogado foi exactamente aquilo que Queiroz nos habituou. Pouco risco, muito passe longo, muito cruzamento... tudo o que o mundial não precisa e que tem tido em quase todos os jogos...

Mundial 2014: Grupo E


Suiça 2-1 Equador
O Equador marcou de bola parada aos 22' e partir daí passou defender e a optar constantemente pelo jogo directo sobretudo em direcção a Jefferson Montero - jogador interessante já agora - que passou a ter que resolver todas as situações sozinho. Numa espécie de 4x2x3x1 com as linhas muito baixas o Equador cedo se percebeu ao que vinha.
A Suiça, a perder desde cedo e com uma equipa muito mais forte que o Equador teve que assumir o jogo e a iniciativa para dar a volta. No mesmo sistema que o Equador, mas com o duplo pivot muito mais solto, conseguiu chegar com a bola controlada a zonas próximas da baliza em diversas ocasiões. Laterais bastante ofensivos e a dar largura ao jogo (bom jogo de Rodriguez) com os extremos a participar muito no jogo interior da equipa. Bom jogo dos Suiços que mereciam a vitória bem antes de a terem conseguido e numa fase em que já poucos acreditavam. Realce para a jogada do segundo golo onde aos 92' Behrami recupera uma bola à frente da sua área, conduz por cerca de 60m e solta em Rodriguez que cruza para o golo de Seferovic (entrado na segunda parte). A melhorar, a articulação do avançado com o resto da equipa, seja em apoios frontais, seja em trocas posicionais com os extremos ou os médios. De resto, gostei.

França 3-0 Honduras
Jogo de sentido único que deixou de ter interesse ao minuto 42' com a expulsão do melhor jogador das Honduras e penalty para a França. Até esse minuto a França sempre com bola com o objectivo de desorganizar o adversário e as Honduras com as linhas muito baixas na tentativa de evitar o golo. Algumas bolas no ferro até ao primeiro golo.
A França em 4x3x3 com Cabaye mais atrás e Pogba e Matuidi como interiores e na frente Benzema com Valbuena e Griezmann. Pena de ver Giroud no banco uma vez que Benzema interaje muito menos com os colegas e está sempre muito mais virado para a baliza. Marcou 2 golos e dificilmente vai permitir a titularidade a Giroud...
Boa participação dos laterais na organização ofensiva (especialmente Debuchy) que pode ser uma arma importante em jogos mais fechados. Esta França pode fazer uma bela figura. Vamos aguardar por testes com outro grau de dificuldade.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sobre a selecção...


A única esperança que tinha em relação à selecção no primeiro jogo era que se apresentasse de forma semelhante ao que fez na grande maioria dos jogos no Euro 2012. Pelo menos 9 jogadores atrás da linha da bola na maior parte do tempo, 2 linhas muito próximas e bem dentro do próprio meio campo por forma a esconder as fragilidades individuais e colectivas que desde sempre conhecemos na selecção. Depois, muito critério nas transições para podermos assustar o adversário e, quem sabe, marcar um golo.
Paulo Bento não quis assim e esta era a única explicação que eu gostava de ouvir do seleccionador. Corrigir os problemas da equipa demora tempo e a selecção não tem esse tempo (e desconfio que Paulo Bento não conseguia mesmo que tivesse).
Em relação às escolhas do seleccionador mantenho o que disse sempre. Os que ficaram de fora são, na generalidade piores que os que jogaram e não foi por isso que a selecção jogou pior. Hugo Almeida é incompreensível mas jogou apenas 26 minutos, depois entrou Éder e sofremos mais 3 golos sem marcar. No resto da equipa eventualmente William Carvalho (depois de ver a exibição pobre de Veloso) poderia ter ficado mais próximo dos centrais, no entanto o espaço entre este e os outros médios seria maior, com os prejuízos que já pudemos avaliar.
O problema é colectivo. As escolhas são irrelevantes porque nenhum dos que ficou de fora tem capacidade para fazer muito melhor...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Mundial 2014: Grupo D


Uruguai 1-3 Costa Rica
Um dos jogos teoricamente mais fáceis de prever redundou numa grande surpresa. A Costa Rica fez aquilo que se esperava, defendendo com muita gente atrás da linha da bola e explorando as transições sempre que o Uruguai de desorganizava. E isso aconteceu bastantes vezes! O Uruguai chegou ao intervalo em vantagem
após converter um penalty e a segunda parte foi um desastre...
Os sul americanos jogaram num ritmo lento desde o primeiro minuto esperando que o resultado se criasse sozinho por intervenção divina. Dois médios que praticamente não participaram no jogo ofensivo da equipa com Cebola Rodrigues como medio ofensivo. Três avançados na frente sendo que nenhum deles joga habitualmente nos corredores laterais que nunca conseguiram encontrar espaços contra uma equipa que nem é especialmente organizada. Luis Suarez não saíu do banco aparentemente por não estar em condições físicas.
A Costa Rica alinhou num 4x3x3 (quase sempre 4x5x1) com 10 jogadores atrás da linha da bola e com Campbell na frente. Resolveu demasiadas situações com passes longos ou cruzamentos sem nexo, no entanto as bolas paradas e alguns passes de ruptura foram criando perigo e acabaram mesmo por fazer 3 golos, muito mais por erros defensivos do Uruguai do que por esforço da Costa Rica. Bryan Ruiz fez um jogo abaixo das suas capacidades e foi Campbell e Duarte as figuras do encontro.

Inglaterra 1-2 Itália
O melhor jogo da primeira jornada até agora. Duas equipa com vontade de ganhar o jogo e com qualidade suficiente para criar oportunidades de golo. Sem receio de ter a bola e de a usar para desequilibrar o adversário. Defensivamente foram cometendo erros colectivos que acabam por ser normais em grupos com pouco tempo para treinar.
Inglaterra em 4x4x2 clássico com Sterling e Rooney nos corredores laterais e Sturidge e Welbeck na frente. Bom jogo dos Ingleses com boa qualidade na posse, trocas posicionais interessantes e algumas oportunidades para ganhar vantagem. Gostei muito da irreverência de Sterling sempre corajoso e sem medo de assumir o risco das suas decisões.
Itália no seu estilo habitual em 4x3x3 com De Rossi, Pirlo e Verrati no triângulo central e Marchisio, Candreva e Ballotelli na frente. Deixaram os 3 centrais e na minha opinião essa foi a melhor decisão de Prandelli. Meio campo fortíssimo e com facilidade em ultrapassar as linhas inglesas e eficácia na finalização são as armas desta equipa fortíssima. Cometeram alguns erros colectivos que não são muito habituais na Itália e se os conseguirem evitar serão certamente um dos principais candidatos ao título.

Mundial 2014: Grupo C


Colômbia 3-0 Grécia
Os sul americanos partiam como favoritos mas foram, na minha opinião uma desilusão. Com a qualidade individual que têm nos seus médios acho triste que iniciem o jogo com dois que querem tudo menos jogar. Aguilar e Sanchez formam o duplo pivot da Colômbia e é muito por causa destes dois que a equipa não dá o salto qualitativo que a podia catapultar para o grupo dos favoritos. Desconheço se Guarin tem problemas físicos mas só a entrada deste no onze podia melhorar a qualidade da posse dos "cafeteros".
Não jogar Jackson Martinez e ser trocado por um avançado que só joga na pequena área é outra coisa que me faz confusão e que dificulta a integração do meio campo com o ataque.
Ausência de pressão quando não têm bola, dificuldade em manter a posse a não ser nos centrais e pouca vontade em controlar o jogo. Baixou as linhas assim que marcou um golo e deixou de querer jogar. Pode ter sido estratégia uma vez que jogava contra a Grécia, que está pouco habituada a ter a iniciativa, mas ainda assim esperava mais.
A Grécia foi aquilo que pode ser e teve alguma falta de sorte em lances que podiam ter mudado o rumo do jogo. Individualmente é das equipas mais fracas da competição. Katsouranis e Maniatis só jogam quando a equipa perde a bola e no ataque apenas Samaras conseguia ter a bola mais do que 2 segundos. Gostei da entrada de Fetfatzidis na equipa e de Kone, mas é pouco. Mitroglou deve estar com problemas físicos, só isso justifica que no seu lugar esteja Gekas. Vai ter que fazer mais para lutar com Japão e Costa do Marfim.

Costa do Marfim 2-1 Japão
A hora proibitiva a que o jogo decorreu só me permitiu ver até aos 20 minutos de jogo. Nesse curto espaço de tempo, o jogo esteve quase sempre entre o meio campo das duas equipas, sem grande ascendente para nenhuma.
Costa do Marfim em 4x3x3, sem Drogba e com Zokora como central. Muitos cruzamentos em pouco espaço de tempo mas que pelos vistos surtiram efeito na segunda parte.
Japão num 4x2x3x1 com Kagawa na esquerda e Honda atrás do avançado. Bom remate de Honda no golo do Japão. Vai ser um grupo equilibrado até à último jornada.

domingo, 15 de junho de 2014

Mundial 2014: Grupo B


Espanha 1-5 Holanda
Um dos resultados mais inesperados da primeira jornada. Não pela vitória da Holanda que tem uma excelente equipa mas pelos números expressivos (e exagerados adianto eu).
Primeira parte dominada pela Espanha com a Holanda a espreitar com transições objectivas. O golo de Van Persie (um dos melhores do mundial certamente) aos 44' foi fundamental para o que viria a acontecer na segunda parte, no lance anterior Silva podia fazer o 2-0.Neste golo ficam a nu as fragilidades na coordenação da última linha Espanhola. Ou bem que Piqué larga a referência individual e acompanha o resto da linha ou o resto da linha baixa e alinha por Piqué (mais sensata a segunda hipótese por não haver contenção próxima).


Na segunda parte os erros defensivos continuaram e 2-1. O 3-1 é falta sobre Casillas e a partir daqui a Espanha acabou.
A Holanda jogou com 5 defesas, 2 médios de cobertura, Sneijder a 10 e 2 avançados na frente, que resolveram o jogo. A Espanha no seu esquema habitual, com 2 médios defensivos atrás de Xavi e 3 na frente, desta vez sem falso nove. Nenhum dos dois esquemas me parece apropriado. A Holanda vai precisar de mais gente na frente com equipas mais fracas uma vez que os laterais só participaram com cruzamentos ou passes longos. A Espanha devia soltar um dos médios mais defensivos e colocar mais um homem entre linhas e sobretudo aumentar a intensidade após perda da bola.

Chile 3-1 Austrália
A jogar contra uma equipa muito menos capaz, o Chile acabou por ter muito mais dificuldade do que seria de esperar. Demasiada lentidão com bola e fragilidades na organização defensiva puseram em causa a vitória. Cahill com dois cabeceamentos podia ter empatado o jogo numa altura em que o Chile estava demasiadamente descontraído.
O Chile alinhou num 4x4x2 losango e em comparação com o meu onze colocou Valdivia atrás de Vargas e Sanchez em detrimento de mais um extremo, no caso Orellana.
Os sul americanos cumpriram o objectivo mas precisam de aumentar a intensidade (sobretudo com bola) se querem causar a equipas mais fortes defensivamente. Este grupo vai ser muito interessante...
Na Austrália, muitas dificuldades em manter a bola e a opção a recair sempre em Bresciano e Cahill, sobretudo em passes longos e cruzamentos. Com um pouco de sorte podia ter posto o Chile em sentido.