segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Utrecht FC - Ajax: segunda parte


Segunda parte com o Utrecht a desistir de procurar a vitória e com o Ajax a tentar, da mesma forma que na primeira parte, chegar a situações de finalização. Ainda assim é pobre a forma que a equipa usa sistematicamente para o conseguir. Tirando uma ou outra situação particular, o modelo de Frank de Boer precisa de ser revisto caso o clube pretenda alcançar patamares que já foram os seus.

O GR do Ajax sai a jogar com uma qualidade que impressiona. Mesmo em situações complexas. No entanto este risco não é acompanhado de soluções na linha média que permitissem à equipa maior capacidade de ter a bola, desgastar o adversário e desorganizando-o com outra segurança e em zonas mais privilegiadas. As opções interiores são praticamente nulas e quando as há falta coragem (ou o modelo assim o define) para investir nelas. Os corredores laterais ou a procura da profundidade estão sempre à frente na lista de prioridades colectivas.


Nas poucas situações em que o Ajax decidiu, bem, utilizar os apoios frontais e resolver os problemas com combinações deu-se sempre bem. No entanto as situações foram tão escassas que não foi suficiente para ganhar o jogo. A situação seguinte é um exemplo prático do que venho dizendo desde o início do jogo, com mais paciência e mais apoios as situações de finalização teriam aparecido com muito maior frequência.


Mais uma situação de ausência de opções simples que obriga o portador a decidir-se por soluções arriscadas e que põem em causa o equilíbrio da equipa. Após a perda, denota-se a pouca preocupação com o controlo do espaço central e no final do lance as fragilidades da linha voltam a estar em causa. É verdade que estamos na presença de um lance aos 91', numa altura em que o Ajax é a única equipa com vontade de ganhar o jogo. Mas mesmo assim o risco é demasiado e podia ter sido decisivo. A facilidade com que o Ajax permite situações de igualdade numérica em zonas vitais é assustadora. Jogasse contra equipas com outra organização e com outros argumentos individuais e dificilmente lutaria por títulos.


No global fiquei desiludido. A aposta na formação parece consistente e de acordo com os pergaminhos históricos do clube. Segundo o Zerozero a média de idades do plantel está abaixo dos 23 anos. No entanto a ideia de jogo é pobre, sem a ambição que o clube merece e sem, com isso, fazer com que a equipa jogue um futebol impressionante e corajoso igual ao que praticou no passado.

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