quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Lokomotiv Moscow 1-3 FC Porto: Champions League 2018-2019

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Terceira jornada do grupo D da Liga dos Campeões e o FC Porto tem caminho aberto para os oitavos da prova. É primeiro do grupo com 7 pontos e tem uma segunda volta com 2 jogos em casa (Lokomotiv e Shalke) e a deslocação à Turquia. O FC Porto vai acabar no mínimo com 12 pontos e passa à fase seguinte.
Pela rede de passes é fácil perceber que a equipa portuguesa dominou por completo a posse de bola. De positivo nota-se a vontade de sair a jogar desde Casillas (há linhas entre o Espanhol e os dois centrais) mesmo num jogo fora da Liga dos Campeões e ainda alguma intenção de construir pelo corredor central: Danilo e Óliver foram bastante solicitados pelos centrais e que depois combinam sobretudo com os extremos. O posicionamento de Herrera continua a ser um erro na minha opinião. Um criativo como Óliver seria muito mais útil com a bola no último terço do que o Mexicano. Percebo a ideia de ter mais um homem com capacidade de pressão em zonas mais ofensivas mas depois de recuperar a bola fica a faltar a capacidade de desequilibrar com menos espaço. O desenho da rede é assimétrica e um pouco mais acentuada no corredor direito, com Felipe, Danilo, Maxi e Corona. Creio que o posicionamento mais à direita de Danilo dá vantagem a este corredor pelo peso na equipa do médio defensivo.
A rede dos Russos é quase nula e só não é pior porque baixar o critério do número de passes para definir um padrão para 4. Se não fosse assim, ficavam 4 ou 5 linhas de passe. Nota-se a intenção óbvia de usar o passe longo de Guilherme para Éder com o objectivo de conseguir ter a bola em zonas ofensivas, coisa que aconteceu muito poucas vezes. Manuel Fernandes, como médio, tem uma posição média mais ofensiva do que Éder, um dos dois avançados e é assim, porque teve que descer constantemente para disputar bolas no ar. O corredor direito foi um pouco mais utilizado com combinações entre Ignatyev e Aleksey Miranchuk. Krychowiak, médio defensivo Polaco do Lokomotiv que jogou ontem como central, esteve sempre preocupado em dar linhas de passe na primeira fase de construção e foi o mais utilizado na transição para a zona central onde combinava com os médios, mas sempre a muito custo e com pouco resultado prático. É evidente que o penalty falhado aos 10' podia ter mudado por completo o rumo do jogo, mas a verdade é que após os primeiros 15 minutos o FC Porto dominou o jogo por completo.

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