quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Breves sobre o clássico Porto - Benfica

Foi um dos jogos mais interessantes entre grandes das últimas épocas e foi na taça da liga, competição que até há pouco tempo era desvalorizada por todos os clubes.
O Porto vinha numa série impressionante de vitórias consecutivas travadas apenas pelo empate em Alvalade e o Benfica com Bruno Lage ainda só conhecia a vitória. Os dragões não contaram com Danilo e Otávio enquanto os encarnados não tiveram Fejsa e Jonas. Tudo muito equilibrado. E foi assim a primeira parte também. Erros individuais e coletivos em ambas as defesas e oportunidades de golo para ambas as equipas. Ao intervalo o resultado justo seria mesmo o empate, não fosse o golo mal anulado por fora de jogo a Pizzi.
Na segunda parte o Benfica entrou a dominar e podia ter empatado nos primeiros 15 minutos. Depois saiu Gabriel para dar lugar a Gedson e o Benfica nunca mais encontrou o seu melhor jogo. Gedson entrou bastante mal na partida e isso prejudicou muito a sua equipa que deixou de criar perigo no último terço. Aos 72 minutos entrou Castillo para o lugar de Pizzi e o Benfica deixou de conseguir fazer a bola chegar a zonas mais avançadas do terreno.
O Porto foi eficaz na finalização e aproveitou melhor os erros individuais do Benfica. Óliver foi sempre dos mais importantes na manobra ofensiva e foi quem mais ganhou com a saída de Gabriel. Brahimi conseguiu por diversas vezes desequilibrar em condução e foi também muito importante. Ofensivamente Militão foi quase inexistente e teve dificuldades em segurar Rafa, que voltou a estar em bom plano. Penso que é um erro escolher o melhor central do plantel para uma posição onde se sente menos à vontade e, sobretudo, onde tem mais dificuldades em fazer a diferença.
Não me parece que este resultado, sobretudo da forma como foi conseguido, tenha qualquer influência nos próximos jogos de ambas as equipas.  O Benfica continua a crescer em termos de organização e penso que pode mesmo lutar pelo título, mas para isso tem que eliminar os erros individuais e alguns problemas de coordenação da última linha que se voltaram a sentir. Bruno Lage entrou na fase mais congestionada do campeonato e não tem tido tempo para trabalhar este tipo de lacunas. Desde que chegou joga de 3 em 3 dias e a rotina tem sido: jogo, recuperação, folga, treino antes do jogo e jogo novamente. Vamos esperar por uma fase mais tranquila para avaliar o trabalho de pormenor do jovem treinador português.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Liga NOS 2018-2019 - Sporting CP 2-1 Moreirense: Segunda parte horrível de futebol em Alvalade!

Depois do início fulgurante de Keiser, sempre em cima de uma eficácia pouco normal e alguma sorte no capítulo defensivo, o holandês está rapidamente a perceber que a sua vida em Lisboa não vai ser tão fácil como parecia. Os treinadores portugueses são dos melhores do mundo na organização defensiva das suas equipas e depressa perceberam que anulando a primeira fase de construção o Sporting fica sem ideias. É assim que está Keiser neste momento, à procura de ideias para desequilibrar equipas fechadas.
O Sporting jogou no habitual 4-3-3 com Gudelj, Wendel e Bruno Fernandes no meio campo. Mathieu continua a ser o motor da equipa na construção e o jogo passa todo pelo francês. A diferença para os outros centrais é tão grande que é neste momento um dos mais importantes do onze. Com ele o corredor esquerdo é sempre mais utilizado e com Acuna e Nani combina muitas vezes. Bruno Fernandes foi novamente o mais inconformado no último terço em conjunto com Nani. Diaby esteve muito fora do jogo.
O Moreirense teve menos posse que o Sporting como seria de esperar, mas ainda assim apresenta um mapa de passes muito interessante contra um grande, ainda por cima como visitante. Em 4-3-3 como é normal, com Loum, Fábio Pacheco e Chiquinho no meio campo e Arsénio, Pedro Nuno e Heri na frente. Corredor esquerdo mais utilizado com Haliche e Ruben Lima em destaque.
O gráfico de golos esperados mostra que a vitória do Sporting é justa, mas o Moreirense esteve sempre dentro do jogo e com um pouco de sorte podia mesmo ter levado um ponto de Alvalade o que retiraria o Sporting da luta pelo título definitivamente e deixava os de Alvalade com boas possibilidades de terminar a época no quarto lugar. Muito cuidado com o próximo jogo para Marcel Keiser.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Liga NOS 18-19 - V. Guimarães 0-1 SL Benfica: Jogo difícil mas nova vitória e desta vez com surpresas no onze

Segundo jogo consecutivo no berço da nação e o Benfica novamente com grandes dificuldades mas a conseguir a segunda vitoria, depois de passar a eliminatória da taça de Portugal. 
Surpresas no onze de Bruno Lage com Conti a ocupar o lugar do castigado Rúben Dias e Samaris o do lesionado Fejsa e Cervi a relegar Zivkovic para o banco talvez para atenuar algum desgaste. Equipa ainda pouco subida no terreno e com pouco jogo interior. Corredor de Grimaldo, Cervi e Gabriel mais utilizado e destaque para Conti com muita bola, provavelmente porque o Vitória queria que assim fosse, para pressionar. O que já se nota bastante é o envolvimento de Odisseas com os colegas em posse, tentando construir de trás com qualidade. Pizzi com menos bola mas preponderante e equilibrados numa função híbrida que é extremo ou terceiro médio consoante o que o jogo pede em cada momento. 
A equipa de Luís Castro dividiu a posse com o Benfica e aparece mesmo com os jogadores mais súbitos no terreno de jogo. No 4x3x3 habitual, usou mais o corredor esquerdo com Pedrão, Rafa Soares e Davidson. Wakaso foi sempre a referência na construção e faltou um terceiro médio com capacidade de criar com pouco tempo e espaço no lugar que André André tentou ocupar.
Equilíbrio nas oportunidades de golo durante quase todo o jogo que foi quebrado apenas no lance do golo aos oitenta minutos. Nota para o equilíbrio defensivo que o Benfica vem apresentando, permitindo cada vez menos mesmo contra adversários tradicionalmente complicados como este Vitória. Falta aumentar a paciência com bola e melhorar o jogo interior para criar mais e melhor no último terço. 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Liga NOS 18-19 - D. Chaves 1-4 FC Porto: Deslocação tornada simples com Soares em grande!

O primeiro dos grandes a começar a segunda volta em Chaves em casa de um Desportivo aflito na tabela classificativa e a tentar suprir as lacunas deixadas pelas vendas de Eustáquio e Marcão. A vitória foi tranquila e sem dúvidas para o primeiro classificado que segue tranquilo na frente.
Total controlo da posse pelo FC Porto que com Oliver no meio campo cresce imenso. O espanhol e Herrera foram claramente os alvos na primeira fase de construção e os responsáveis pelos desequilíbrios no corredor central. O corredor esquerdo foi o predilecto para subir com a bola no terreno onde Pepe (estreia no onze após regresso), Telles, Oliver e Brahimi se destacaram. Soares mais requisitado pelos corredores laterais (Brahimi sobretudo) e Marega mais no central, tentando aproveitar o espaço nas costas da defesa transmontana. Militão estreou-se como lateral no Porto e isso são más notícias para os dragões que perdem o melhor central da liga para ganharem um lateral defensivo.
Chaves em bloco baixo, com pouca bola e quase sempre pela direita, provavelmente aproveitando o balanceamento ofensivo do Porto pela esquerda. Maras, Lionn e Costinha em destaque. O chaves alinhou num 4x4x2 com André Luís e William na frente.
O ascendente dos dragões começou no primeiro golo e nunca mais houve equilíbrio em termos de qualidade de oportunidades. O golo do Chaves trouxe mais justiça ao resultado e mesmo o quarto do Porto (autogolo de Huno André Coelho) é penalizador e um pouco exagerado.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Liga NOS 18-19 - Tondela 2-1 Sporting CP: Mais um jogo fora e mais um banho de realidade para Marcel Keiser

Novo jogo fora de portas depois da derrota em Guimarães e a expectativa era grande para perceber se haveria melhorias defensivas na equipa de Keiser.
Sporting no 4-3-3 do costume, desta vez sem Bas Dost e com Raphinha no corredor direito para que Diaby jogasse como ponta de lança. Muita posse para os leões, mas quase sempre consentida e em zonas de pouco perigo, como faz parte de modelos de jogo de equipas em bloco baixo. Mathieu foi como sempre o mais importante na primeira fase de construção, ligando com Gudelj, Bruno Fernandes e Nani. Wendel esteve mais apagado e com menos bola.
O Tondela apresenta o mapa de passes mais pobre desde que criei está rubrica. Apenas 2 linhas de passes foram efectuadas mais do que 4 vezes e uma delas é de Cláudio Ramos para Tomané. É uma clara demonstração do que foi o jogo dos beirões, ausência de posse, bloco baixo e 3 na frente prontos para o contra ataque. As saídas foram quase sempre para Tomané ganhar nas alturas e tentar segurar esperando por apoio.
Os problemas começam aqui, novamente. Primeiro porque concede oportunidades a uma equipa que ataca tão pouco suficientes para mais do que um golo. E,  desta vez, fez muito pouco no ataque até ao segundo golo do Tondela (~70'). É verdade que depois do segundo sofrido até fez o suficiente para empatar ou dar a volta, mas foi numa fase do jogo em que o Tondela jogava com 10 e com 2 golos de margem, com o autocarro mais do que enfiado na baliza. Muito a melhorar para os lados de Alvalade e convém ser já no próximo jogo, com o Porto que se ganhar tem caminho aberto para o bi-campeonato .

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Liga NOS 18-19 - SL Benfica 4-2 Rio Ave: Susto para começar e reviravolta justa para terminar

Primeiro jogo depois da saída de Rui Vitória e a expectativa era grande para perceber se Bruno Lage ia fazer grandes alterações. Começamos com o sistema táctico, numa prova clara de que há a vontade de romper com o passado o mais depressa possível, que passou de 4-3-3 para 4-4-2. Depois a escolha de João Félix para o onze inicial e ainda a convocatória de Ferreyra.
O mapa de passes mostra claramente a alteração no sistema táctico para 4-4-2 com Seferovic e Félix na frente e mostra outra coisa, que mais à frente vamos perceber se foi pontual ou se é para manter. André Almeida ficou muito mais em cobertura e menos em zonas ofensivas. A mim parece-me uma alteração excelente porque liberta Grimaldo (que tem estado num nível altíssimo) e esconde André daquilo que mais tem dificuldade, atacar. O corredor esquerdo continua o mais usado com Grimaldo, Cervi e Pizzi. De valorizar também alguma vontade de sair a jogar de trás mas que tem que melhorar, caso contrário vai haver mais dificuldade em chegar com bola a zonas próximas da baliza com muitos jogadores e em boas condições.
Rio Ave em 4-3-3 com 2 interiores e Bruno Moreira no apoio ais 3 da frente: Gabrielzinho, Vinícius e Galeno. Algum jogo interior com Jambor e Shmidt a serem solicitados pelos centrais e laterais. Faltou depois mais ligações com o terceiro médio e os três da frente. 
O Rio Ave marcou nas duas primeiras oportunidades de golo e dado o estado anímico da equipa temeu-se o pior na família benfiquista. O Benfica esteve por cima desde o início e foi com alguma naturalidade que empatou o jogo. A vitoria é justa mas talvez pela margem mínima fosse mais justa. O Benfica continua a permitir demasiado aos adversários tendo em conta que jogava em casa. O novo treinador do Benfica não teve tempo para mudar muito mais do que o sistema é os jogadores escolhidos e por isso os problemas que havia mantêm-se

Melhor onze da jornada 15 da Liga NOS

Mais um onze da semana no "Onde dá a Bola", como sempre, feito por mim.

"Onde dá a bola?"

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sábado, 5 de janeiro de 2019

Liga NOS 18-19 - D. Aves 0-1 FC Porto: Vitória justa mas algum risco a segurar o resultado na segunda parte

Jogo com apenas um golo onde o Porto foi superior mas arriscou muito na segunda parte com o resultado completamente aberto e sem mostrar capacidade para o resolver. O Aves com alguma sorte podia ter ficado com 1 ponto neste jogo.
O Porto regressou ao 4-4-2 onde tem tido os melhores resultados, com Danilo e Herrera a controlar todo o meio campo com a ajuda de Corona que jogou sempre bastante por dentro, deixando o corredor para Maxi. Na frente Soares e Marega com os seus físicos a desgastar a defesa adversária. Destaque para as saída de Felipe para Corona (quase sempre por dentro) e Maxi no corredor quase sempre sem bola. Mais acção pelo corredor esquerdo, com Telles e Brahimi nos desequilíbrios.
A equipa da Vila das Aves actuou num 4-3-3 com dois médios defensivos - Vítor Gomes e Falcão - atrás de Rúben Oliveira e um trio atacante composto por Baldé e Amilton nas laterais e Derley no meio. Menos bola que os dragões como seria de esperar mas a que teve foi predominantemente pelo corredor direito com Ponck, Rodrigo Soares e Vítor Gomes com a bola a chegar a Baldé a espaços.
O resultado não está em causa, a vitória é justa porque o Porto criou o suficiente para isso: 0.79 xG vs 1.81 xG. No entanto, o último lance de finalização do Porto foi aos 64' e depois disso o aves criou 8 oportunidades de finalização (todas de baixa qualidade) o que podia ter posto em risco o resultado dos dragões, mas os dragões têm a melhor dupla de centrais da liga e impediu que essas oportunidades fossem mais e de qualidade mais elevada. É preocupante que a equipa tenha estado 33 minutos sem uma única oportunidade de finalização, mas a realidade é que o Porto segue cada vez mais tranquilo na frente e já leva 5 pontos ao segundo, 6 pontos ao terceiro e 7 ao quarto e último real candidato.

Liga NOS 18-19 - Sporting CP 2-1 Belenenses: Mais uma exibição pouco conseguida e uma vitória à justa e se calhar pouco justa

Mais um jogo de Keiser onde o resultado foi melhor que a exibição. O holandês reconheceu que a equipa não esteve bem e que precisa de melhorar se quer continuar a ganhar.
Em relacão à posse de bola, o sporting esteve sempre por cima o que é perfeitamente normal jogando com o Belenenses em Alvalade. No entanto a ausência de Bruno Fernandes alterou um pouco a configuração do mapa de passes. O jogo interior diminuiu e sobressaíram as combinações nos corredores laterais, facilitando a organização defensiva do adversário. Mathieu, Acuna e Nani muitoa activos no corredor esquerdo e desta vez Coates, Bruno Gaspar e Diaby na direita também combinaram bastante. Wendel fez o lugar de Bruno Fernandes e foi bastante chamado, mas sem a preponderância do português, sobretudo em zonas de finalização.
O Belenenses com menos bola mas sempre com a ideia de construir por dentro. Alinhou em 5-2-3, com André Santos e Eduardo Henrique no meio campo e um trio de ataque com Lucca e Fredy nos corredores e Licá no meio, todos bastante móveis. O corredor esquerdo com Sasso, Zakaria e Fredy foi sempre mais perigoso e Eduardo o mais importante na ligação entre a fase de construção e a de criação.

Aqui é que tudo se complica mais uma vez. O gráfico indica-nos claramente o equilíbrio que envolveu toda a partida. O Belenenses esteve mesmo por cima em quase todo o jogo, terminando com 1.3 xG contra os 0.9 xG do Sporting que consegue fois golos. Este tipo de eficácia não se consegue manter por muito tempo o que significa que ou o Sporting cria mais oportunidades e permite menos aos adversários ou vai voltar a passar dificuldades como teve em Guimarães muito em breve.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Liga NOS 18-19 - Portimonense 2-0 SL Benfica: Jogo fraco do Benfica com muitos erros individuais e colectivos

Depois da euforia do resultado enganador com o Braga chega a "chapada" para fazer os benfiquistas assentar os pés no chão. Mais uma exibição pobre ofensivamente e desta vez com erros individuais e colectivos defensivamente.
A organização da equipa foi a do costume com 4-3-3. Equipa subida como é normal, mas sempre com Odisseas demasiado recuado, como vamos ver mais à frente. Corredor esquerdo sempre mais utilizado, com Grimaldo, Pizzi e Zivkovic em destaque. O posicionamento de Zivkovic pode parecer estranho mas isso deve-se ao facto de ter trocado de corredor depois da saída de Cervi e entrada de Sálvio. Vamos a alguns exemplos dos erros individuais e colectivos do jogo de ontem:
Péssimo controlo dos cruzamentos por parte do Benfica com os centrais muito distantes e fora da zona de controlo e permitem que Jackson passe pelos dois sem qualquer dificuldade e fique na cara de Odisseas. Falta de pressão sobre o portador potencia os outros problemas.
Já não é a primeira vez que reparo que Odisseas demora sempre muito tempo a chegar à bola sempre que esta é jogada nas costas da defesa. E isso deve-se na essência ao posicionamento conservador do guarda-redes Grego. Este lance é mais um exemplo disso e desta vez redundou no segundo golo do Portimonense.
Este vídeo mostra o que podia ter sido o 3-0 para os Algarvios e só não aconteceu porque Odisseas saiu de forma brilhante reduzindo o espaço disponível a zero. Fica aqui bem demonstrada a falta de qualidade colectiva que a equipa de Rui Vitória tem desde que este chegou ao clube. Só não dá em golo mais vezes porque os intervenientes são de altíssima qualidade e os adversários são, normalmente, de qualidade mediana.
O Portimonense alinhou num 4-3-3 com 2 médios mais defensivos - Pedro Sá e Ewerton - e um mais ofensivo - Dener. Mais bola no corredor esquerdo com Rúben Fernandes, Manafá e Nakagima em destaque. Pedro Sá com alguma qualidade no jogo interior a ligar sobretudo com Ewerton e depois com Paulinho e Jackson. Manafá foi sempre dos mais perigosos da equipa e vem-se afirmando como um dos laterais interessantes da liga.
Para terminar deixo-vos o gráfico dos golos esperados que costuma espelhar bastante bem o desenrolar dos jogos. Num jogo contra um adversário classificado na nona posição antes deste jogo, o Benfica consegue uma única oportunidade de golo digna desse nome que é o remate de cabeça de Jardel para defesa de Ricardo. É pouco para um candidato ao título. O Benfica terminou o jogo com 1.5 xG contra 1.9 xG do Portimonense. É verdade que os números são exagerados e houve alguma falta de sorte do Benfica sobretudo na forma como sofreu os golos, mas é grave que uma equipa como o Benfica tenho menos xG que o Portimonense. Um empate seria justo na mesma, mas a vitória assenta bem aos algarvios que tiveram oportunidades de golo para os 2 golos que marcou resultado de 10 oportunidades de finalização (contra 11 do Benfica). Este equilíbrio é catastrófico para a equipa de Rui Vitória que está à beira de deixar de ser candidato ao título e que pode regressar ao quarto lugar na tabela...

sábado, 29 de dezembro de 2018

Melhor onze da jornada 14 da Liga NOS


Mais um onze da semana no "Onde dá a Bola", como sempre, feito por mim.

Onde dá a bola

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 - Vit. Guimarães 1-0 Sporting CP: Primeira derrota da era "Keiser" com Luis Castro cada vez mais reconhecido

O jogo era complicado à partida porque o Vitória é historicamente um adversário difícil no seu reduto mas sobretudo porque o Vitória de Luís Castro atravessa uma fase muito boa com bom futebol e com excelentes resultados. E de facto assim foi. Jogo muito difícil e primeira derrota de Keiser.
Mais posse para a equipa do Sporting, mas como se pode facilmente perceber na rede de passes, a posse foi quase sempre na primeira fase de construção com Bruno Gaspar, André Pinto e Mathieu. O único destes 3 que teve capacidade para encontrar ligações com os médios foi Mathieu e sobretudo com Miguel Luís. Gudelj muito mais escondido que o médio português. Bruno Fernandes sempre o cérebro da equipa e em posições bastante subidas no terreno mas desta vez sem conseguir fazer a diferença no marcador. Diaby aparece bastante interior mas apenas porque ao intervalo trocou de corredor, após troca de Jovane por Raphinha.
Menos bola para os vimaranenses, o que é perfeitamente compreensível e faz parte da estratégia. E faz parte porque o objectivo de Luís Castro era impedir que os leões conseguissem ligar a primeira e a segunda fases de construção. A verdade é que o conseguiu com algum sucesso. O Vitória alinhou num 4-3-3 com Wakaso como pivô defensivo e a dupla Pepe e André André como interiores. No ataque, Tozé pela direita, Davidson pela esquerda e Guedes como ponta de lança. Apesar de menos posse o Vitória mostra claramente a intenção de procurar o corredor central para entrar no bloco adversário. Pepe foi importante para este facto e André André não foi tanto porque foi substituído ao intervalo. Rafa Soares e Davidson também estiveram muito interventivos e não foram chamadas apenas pelo central do lado esquerdo.
O equilíbrio foi em todas as vertentes, no controlo, no número de oportunidades (19 vs 17), na qualidade das oportunidades (1.93 xG vs 1.94 xG) e o resultado acabou por cair para o Vitória mas podia muito bem ter sido um empate. O resultado mais correcto seria talvez 2-2 mas os dois guarda-redes estiveram muito bem e impediram que o resultado fosse outro. Para terminar queria lembrar que temos vindo a avisar que o Sporting oferece demasiadas oportunidades de finalização a todos os adversários e que a eficácia ofensiva que vinha mostrando não podia continuar por muito tempo. Keiser mudou muito a forma de jogar da equipa desde que chegou e isso tem muito mérito, mas se quiser continuar a lutar pelo título de forma consistente tem que melhorar a forma como reage à perda da bola e ainda a forma como organiza a sua última linha.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 - SL Benfica 6-2 Sp. Braga: O Benfica começou tímido mas os golos mudaram o jogo. Vitória justa, mas o resultado é exagerado.

No jogo grande da semana defrontaram-se terceiro e quarto classificados da lia NOS com uma Benfica a atravessar um fase de pouca produtividade, apesar das vitórias, e o Braga a atravessar uma boa fase com bons resultados e boas exibições. Tudo levava a crer que seria um jogo intenso, equilibrado e com um resultado disputado ao segundo. Não foi bem assim...
O Benfica, em termos posicionais e de padrão de passes, foi o que tem sido sempre. Muitos passes, sempre por fora, pouco jogo interior e predileção pelo corredor esquerdo. Grimaldo, Cervi e Pizzi estiveram muito activos no corredor esquerdo e no centro. André Almeida, Zivkovic e Pizzi na direita e no centro também criaram bastantes. Mais uma prova cabal da importância de Pizzi na equipa do Benfica. Mais uma exibição muito boa do médio Português a criar, a desequilibrar e desta vez até a marcar (5 golos e 5 assistências em 14 jogos!). Achar que Pizzi é um dos problemas do Benfica é idiota e Rui Vitória, que o tem substituído sempre que a equipa está a perder, tem que perceber rapidamente, porque a equipa piora sempre que Pizzi não está.
O Braga teve muito menos possibilidades de combinar com bola do que está habituado mas ainda assim, até ao terceiro golo do Benfica o Braga teve algumas oportunidades e o controlo do jogo foi bastante dividido. No entanto, a pressão que o Benfica conseguiu fazer bem desta vez impediu que o Braga tivesse tanta bola como desejaria e precisava. Ao contrário do Benfica, o Braga tentou sempre construir pelo corredor central, mas não conseguiu depois passar à segunda fase de construção e ligar com o ataque convenientemente. O Braga jogou em 4-4-2 com Claudemir e Fransérgio no meio campo, com Horta e Esgaio nos corredores laterais (quase sem bola) e Dyego Sousa e Paulinho na frente. Claudemir foi o elo de ligação na primeira fase mas não conseguiu ligar muitas vezes com Fransérgio ou com ou 4 da frente (algumas combinações com Esgaio mas sem grande resultado). A equipa do Braga esteve sempre muito recuada, pressionou pouco e penso que Abel sobrestimou o adversário. 
O gráfico de golos esperados mostra claramente o equilíbrio até ao terceiro golo do Benfica (de Grimaldo) que nasceu de um erro individual. Ao intervalo, com o resultado em 2-0 os golos esperados davam 1.18 xG vs 0.81 xG que representam muito pouco do resultado naquele momento. Depois do terceiro golo o Braga deixou de criar e tirando os 2 lances dos golos (no segundo o resultado era 6-1!) os arsenalistas desistiram de jogar. Tudo isto para dizer que a vitória é totalmente justa mas os números são muito exagerados! O Benfica não jogou para marcar 6 nem o Braga jogou tão pouco para sofrer 6... Ainda assim o encarnados terminam o ano no segundo lugar, o que acaba por ser positivo depois de tanta instabilidade.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 FC Porto 2-1 Rio Ave: Domínio dos dragões com um susto para começar

Bom jogo dos Portista numa jornada que se antevia bastante complicada para todos os candidatos. Os do Porto ganharam bem apesar de terem começado a perder aos 11 minutos.
Domínio da posse para os de Sérgio Conceição mas sobretudo pelos corredores laterais. A dupla Telles-Brahimi foi a mais interventiva mas Maxi e Corona não ficaram muito a trás. Herrera foi o elo de ligação no meio campo com algumas interacções com Corona, Brahimi e Marega. Soares com muito mais toques na bola em zonas baixas do que Marega, sempre mais preocupado em aproveitar o espaço nas costas da defesa vilacondense.
Menos bola para os de Vila do Conde e sobretudo nos atacantes. Muitas interacções entre Matheus Reis, Jambor e Shmidt mas com pouca continuidade no sector mais ofensivo. O Rio Ave iniciou o jogo num 4-3-3 com um 10 (Gélson Dala), mas aos 25' este saiu lesionado e entrou Jambor formando então um triângulo com um médio mais defensivo (Shmidt) e Tarantini e Jambor como interiores. Os extremos do Rio Ave trocaram várias vezes de corredor o que faz com que a sua posição média pareça bastante central. Vinicius fez o golo mas esteve sempre pouco apoiado e teve poucas oportunidades para brilhar e mostrar toda a qualidade que temos vindo a apreciar. Faltou Galeno para dificultar a vida ao Porto.
O Rio Ave teve apenas uma oportunidade de golo importante e aproveitou para fazer o único golo da partida. Depois disso só deu Porto. Foram 2 mas podiam muito bem ter sido 3, era inteiramente merecido. É certo que o jogo foi no Dragão e isso faz toda a diferença, mas não deixa de ser mais uma prestação interessante do Porto. Não é o jogar mais interessante na minha perspectiva, mas o objectivo é ganhar e já vão 15 consecutivas. Com Óliver, por exemplo, o jogo do Porto melhora. Controlam mais e melhor a posse, levam mais facilmente o adversários para onde lhes interessa e precisam de menos choque e vertigem para criar situações de perigo. Mas Sérgio gosta assim e a verdade é que continua tranquilo na frente.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

José Mourinho: de quem é a culpa?

Nova participação no "Onde dá a bola", desta vez falo sobre Mourinho e a catástrofe que foram as duas épocas e meia que esteve em Manchester.
Aqui.
É a minha resposta ao post do "lateral esquerdo" onde tentam, na minha opinião, defender o indefensável...

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 Sporting CP 5-2 Nacional: Inicio de jogo terrível do Sporting. Na segunda veio a reviravolta, mas nem tudo são rosas.

Mais um resultado desnivelado mas cujos números não inspiram assim tanta confiança. O Sporting atravessa uma fase de confiança imbatível mas que não vai durar para sempre. Este nível de eficácia ofensiva dificilmente se vai manter.
Sporting no geral com mais bola que o adversário e com vontade de jogar curto desde o guarda-redes.Veja-se o número de ligações de Renan para os colegas (defesas e Gudelj). Algum jogo interior (mais do que nos corredores) com os 3 médios e Nani bastante interventivos e interiores. Bas Dost continua a mudar o chip e a envolver-se cada mais com os colegas e isso torna-o muito melhor jogador. Bruno Fernandes no centro de todo o jogo do Sporting. Está mais feliz com esta forma de jogar e isso nota-se nele e no que dá aos colegas.
Nacional da Madeira mais defensivo que os leões mas ainda assim com ideia bastante positiva. Vontade de ter a bola desde trás, boa construção nas primeira fases e algum jogo interior, que neste tipo de equipas é bastante casual. Os madeirense alinharam num 4-3-3 com Vítor Gonçalves, Jota e Palocevic a formarem o trio de médios e Camacho, Witi e Róchez como tridente atacante. Jota (25 anos) e Camacho (24 anos) foram os mais inconformados e estiveram em bom plano com bola.
Este continua a ser o gráfico que me deixa algumas dúvidas que este nível de performance se possa manter por muito tempo. O Sporting a jogar em casa com um adversário do fundo da tabela não pode permitir 1.6 xG. E não o pode fazer porque nem sempre vai ser capaz de fazer 3 golo em 2.4 xG se retirarmos da equação os dois penaltys. Mesmo em relação aos penaltys, o Sporting tem esta época 8 lances da marca dos 11 metros (o primeira das 6 ligas europeias mais importantes) e desses 8 marcou todas o que faz com tenho 8 golos contra os 6.4 xG que esses lances valem. Insisto, este nível de eficácia não vai durar para sempre...