segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Melhor onze da jornada 15 da Liga NOS

Mais um onze da semana no "Onde dá a Bola", como sempre, feito por mim.

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sábado, 5 de janeiro de 2019

Liga NOS 18-19 - D. Aves 0-1 FC Porto: Vitória justa mas algum risco a segurar o resultado na segunda parte

Jogo com apenas um golo onde o Porto foi superior mas arriscou muito na segunda parte com o resultado completamente aberto e sem mostrar capacidade para o resolver. O Aves com alguma sorte podia ter ficado com 1 ponto neste jogo.
O Porto regressou ao 4-4-2 onde tem tido os melhores resultados, com Danilo e Herrera a controlar todo o meio campo com a ajuda de Corona que jogou sempre bastante por dentro, deixando o corredor para Maxi. Na frente Soares e Marega com os seus físicos a desgastar a defesa adversária. Destaque para as saída de Felipe para Corona (quase sempre por dentro) e Maxi no corredor quase sempre sem bola. Mais acção pelo corredor esquerdo, com Telles e Brahimi nos desequilíbrios.
A equipa da Vila das Aves actuou num 4-3-3 com dois médios defensivos - Vítor Gomes e Falcão - atrás de Rúben Oliveira e um trio atacante composto por Baldé e Amilton nas laterais e Derley no meio. Menos bola que os dragões como seria de esperar mas a que teve foi predominantemente pelo corredor direito com Ponck, Rodrigo Soares e Vítor Gomes com a bola a chegar a Baldé a espaços.
O resultado não está em causa, a vitória é justa porque o Porto criou o suficiente para isso: 0.79 xG vs 1.81 xG. No entanto, o último lance de finalização do Porto foi aos 64' e depois disso o aves criou 8 oportunidades de finalização (todas de baixa qualidade) o que podia ter posto em risco o resultado dos dragões, mas os dragões têm a melhor dupla de centrais da liga e impediu que essas oportunidades fossem mais e de qualidade mais elevada. É preocupante que a equipa tenha estado 33 minutos sem uma única oportunidade de finalização, mas a realidade é que o Porto segue cada vez mais tranquilo na frente e já leva 5 pontos ao segundo, 6 pontos ao terceiro e 7 ao quarto e último real candidato.

Liga NOS 18-19 - Sporting CP 2-1 Belenenses: Mais uma exibição pouco conseguida e uma vitória à justa e se calhar pouco justa

Mais um jogo de Keiser onde o resultado foi melhor que a exibição. O holandês reconheceu que a equipa não esteve bem e que precisa de melhorar se quer continuar a ganhar.
Em relacão à posse de bola, o sporting esteve sempre por cima o que é perfeitamente normal jogando com o Belenenses em Alvalade. No entanto a ausência de Bruno Fernandes alterou um pouco a configuração do mapa de passes. O jogo interior diminuiu e sobressaíram as combinações nos corredores laterais, facilitando a organização defensiva do adversário. Mathieu, Acuna e Nani muitoa activos no corredor esquerdo e desta vez Coates, Bruno Gaspar e Diaby na direita também combinaram bastante. Wendel fez o lugar de Bruno Fernandes e foi bastante chamado, mas sem a preponderância do português, sobretudo em zonas de finalização.
O Belenenses com menos bola mas sempre com a ideia de construir por dentro. Alinhou em 5-2-3, com André Santos e Eduardo Henrique no meio campo e um trio de ataque com Lucca e Fredy nos corredores e Licá no meio, todos bastante móveis. O corredor esquerdo com Sasso, Zakaria e Fredy foi sempre mais perigoso e Eduardo o mais importante na ligação entre a fase de construção e a de criação.

Aqui é que tudo se complica mais uma vez. O gráfico indica-nos claramente o equilíbrio que envolveu toda a partida. O Belenenses esteve mesmo por cima em quase todo o jogo, terminando com 1.3 xG contra os 0.9 xG do Sporting que consegue fois golos. Este tipo de eficácia não se consegue manter por muito tempo o que significa que ou o Sporting cria mais oportunidades e permite menos aos adversários ou vai voltar a passar dificuldades como teve em Guimarães muito em breve.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Liga NOS 18-19 - Portimonense 2-0 SL Benfica: Jogo fraco do Benfica com muitos erros individuais e colectivos

Depois da euforia do resultado enganador com o Braga chega a "chapada" para fazer os benfiquistas assentar os pés no chão. Mais uma exibição pobre ofensivamente e desta vez com erros individuais e colectivos defensivamente.
A organização da equipa foi a do costume com 4-3-3. Equipa subida como é normal, mas sempre com Odisseas demasiado recuado, como vamos ver mais à frente. Corredor esquerdo sempre mais utilizado, com Grimaldo, Pizzi e Zivkovic em destaque. O posicionamento de Zivkovic pode parecer estranho mas isso deve-se ao facto de ter trocado de corredor depois da saída de Cervi e entrada de Sálvio. Vamos a alguns exemplos dos erros individuais e colectivos do jogo de ontem:
Péssimo controlo dos cruzamentos por parte do Benfica com os centrais muito distantes e fora da zona de controlo e permitem que Jackson passe pelos dois sem qualquer dificuldade e fique na cara de Odisseas. Falta de pressão sobre o portador potencia os outros problemas.
Já não é a primeira vez que reparo que Odisseas demora sempre muito tempo a chegar à bola sempre que esta é jogada nas costas da defesa. E isso deve-se na essência ao posicionamento conservador do guarda-redes Grego. Este lance é mais um exemplo disso e desta vez redundou no segundo golo do Portimonense.
Este vídeo mostra o que podia ter sido o 3-0 para os Algarvios e só não aconteceu porque Odisseas saiu de forma brilhante reduzindo o espaço disponível a zero. Fica aqui bem demonstrada a falta de qualidade colectiva que a equipa de Rui Vitória tem desde que este chegou ao clube. Só não dá em golo mais vezes porque os intervenientes são de altíssima qualidade e os adversários são, normalmente, de qualidade mediana.
O Portimonense alinhou num 4-3-3 com 2 médios mais defensivos - Pedro Sá e Ewerton - e um mais ofensivo - Dener. Mais bola no corredor esquerdo com Rúben Fernandes, Manafá e Nakagima em destaque. Pedro Sá com alguma qualidade no jogo interior a ligar sobretudo com Ewerton e depois com Paulinho e Jackson. Manafá foi sempre dos mais perigosos da equipa e vem-se afirmando como um dos laterais interessantes da liga.
Para terminar deixo-vos o gráfico dos golos esperados que costuma espelhar bastante bem o desenrolar dos jogos. Num jogo contra um adversário classificado na nona posição antes deste jogo, o Benfica consegue uma única oportunidade de golo digna desse nome que é o remate de cabeça de Jardel para defesa de Ricardo. É pouco para um candidato ao título. O Benfica terminou o jogo com 1.5 xG contra 1.9 xG do Portimonense. É verdade que os números são exagerados e houve alguma falta de sorte do Benfica sobretudo na forma como sofreu os golos, mas é grave que uma equipa como o Benfica tenho menos xG que o Portimonense. Um empate seria justo na mesma, mas a vitória assenta bem aos algarvios que tiveram oportunidades de golo para os 2 golos que marcou resultado de 10 oportunidades de finalização (contra 11 do Benfica). Este equilíbrio é catastrófico para a equipa de Rui Vitória que está à beira de deixar de ser candidato ao título e que pode regressar ao quarto lugar na tabela...

sábado, 29 de dezembro de 2018

Melhor onze da jornada 14 da Liga NOS


Mais um onze da semana no "Onde dá a Bola", como sempre, feito por mim.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 - Vit. Guimarães 1-0 Sporting CP: Primeira derrota da era "Keiser" com Luis Castro cada vez mais reconhecido

O jogo era complicado à partida porque o Vitória é historicamente um adversário difícil no seu reduto mas sobretudo porque o Vitória de Luís Castro atravessa uma fase muito boa com bom futebol e com excelentes resultados. E de facto assim foi. Jogo muito difícil e primeira derrota de Keiser.
Mais posse para a equipa do Sporting, mas como se pode facilmente perceber na rede de passes, a posse foi quase sempre na primeira fase de construção com Bruno Gaspar, André Pinto e Mathieu. O único destes 3 que teve capacidade para encontrar ligações com os médios foi Mathieu e sobretudo com Miguel Luís. Gudelj muito mais escondido que o médio português. Bruno Fernandes sempre o cérebro da equipa e em posições bastante subidas no terreno mas desta vez sem conseguir fazer a diferença no marcador. Diaby aparece bastante interior mas apenas porque ao intervalo trocou de corredor, após troca de Jovane por Raphinha.
Menos bola para os vimaranenses, o que é perfeitamente compreensível e faz parte da estratégia. E faz parte porque o objectivo de Luís Castro era impedir que os leões conseguissem ligar a primeira e a segunda fases de construção. A verdade é que o conseguiu com algum sucesso. O Vitória alinhou num 4-3-3 com Wakaso como pivô defensivo e a dupla Pepe e André André como interiores. No ataque, Tozé pela direita, Davidson pela esquerda e Guedes como ponta de lança. Apesar de menos posse o Vitória mostra claramente a intenção de procurar o corredor central para entrar no bloco adversário. Pepe foi importante para este facto e André André não foi tanto porque foi substituído ao intervalo. Rafa Soares e Davidson também estiveram muito interventivos e não foram chamadas apenas pelo central do lado esquerdo.
O equilíbrio foi em todas as vertentes, no controlo, no número de oportunidades (19 vs 17), na qualidade das oportunidades (1.93 xG vs 1.94 xG) e o resultado acabou por cair para o Vitória mas podia muito bem ter sido um empate. O resultado mais correcto seria talvez 2-2 mas os dois guarda-redes estiveram muito bem e impediram que o resultado fosse outro. Para terminar queria lembrar que temos vindo a avisar que o Sporting oferece demasiadas oportunidades de finalização a todos os adversários e que a eficácia ofensiva que vinha mostrando não podia continuar por muito tempo. Keiser mudou muito a forma de jogar da equipa desde que chegou e isso tem muito mérito, mas se quiser continuar a lutar pelo título de forma consistente tem que melhorar a forma como reage à perda da bola e ainda a forma como organiza a sua última linha.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 - SL Benfica 6-2 Sp. Braga: O Benfica começou tímido mas os golos mudaram o jogo. Vitória justa, mas o resultado é exagerado.

No jogo grande da semana defrontaram-se terceiro e quarto classificados da lia NOS com uma Benfica a atravessar um fase de pouca produtividade, apesar das vitórias, e o Braga a atravessar uma boa fase com bons resultados e boas exibições. Tudo levava a crer que seria um jogo intenso, equilibrado e com um resultado disputado ao segundo. Não foi bem assim...
O Benfica, em termos posicionais e de padrão de passes, foi o que tem sido sempre. Muitos passes, sempre por fora, pouco jogo interior e predileção pelo corredor esquerdo. Grimaldo, Cervi e Pizzi estiveram muito activos no corredor esquerdo e no centro. André Almeida, Zivkovic e Pizzi na direita e no centro também criaram bastantes. Mais uma prova cabal da importância de Pizzi na equipa do Benfica. Mais uma exibição muito boa do médio Português a criar, a desequilibrar e desta vez até a marcar (5 golos e 5 assistências em 14 jogos!). Achar que Pizzi é um dos problemas do Benfica é idiota e Rui Vitória, que o tem substituído sempre que a equipa está a perder, tem que perceber rapidamente, porque a equipa piora sempre que Pizzi não está.
O Braga teve muito menos possibilidades de combinar com bola do que está habituado mas ainda assim, até ao terceiro golo do Benfica o Braga teve algumas oportunidades e o controlo do jogo foi bastante dividido. No entanto, a pressão que o Benfica conseguiu fazer bem desta vez impediu que o Braga tivesse tanta bola como desejaria e precisava. Ao contrário do Benfica, o Braga tentou sempre construir pelo corredor central, mas não conseguiu depois passar à segunda fase de construção e ligar com o ataque convenientemente. O Braga jogou em 4-4-2 com Claudemir e Fransérgio no meio campo, com Horta e Esgaio nos corredores laterais (quase sem bola) e Dyego Sousa e Paulinho na frente. Claudemir foi o elo de ligação na primeira fase mas não conseguiu ligar muitas vezes com Fransérgio ou com ou 4 da frente (algumas combinações com Esgaio mas sem grande resultado). A equipa do Braga esteve sempre muito recuada, pressionou pouco e penso que Abel sobrestimou o adversário. 
O gráfico de golos esperados mostra claramente o equilíbrio até ao terceiro golo do Benfica (de Grimaldo) que nasceu de um erro individual. Ao intervalo, com o resultado em 2-0 os golos esperados davam 1.18 xG vs 0.81 xG que representam muito pouco do resultado naquele momento. Depois do terceiro golo o Braga deixou de criar e tirando os 2 lances dos golos (no segundo o resultado era 6-1!) os arsenalistas desistiram de jogar. Tudo isto para dizer que a vitória é totalmente justa mas os números são muito exagerados! O Benfica não jogou para marcar 6 nem o Braga jogou tão pouco para sofrer 6... Ainda assim o encarnados terminam o ano no segundo lugar, o que acaba por ser positivo depois de tanta instabilidade.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 FC Porto 2-1 Rio Ave: Domínio dos dragões com um susto para começar

Bom jogo dos Portista numa jornada que se antevia bastante complicada para todos os candidatos. Os do Porto ganharam bem apesar de terem começado a perder aos 11 minutos.
Domínio da posse para os de Sérgio Conceição mas sobretudo pelos corredores laterais. A dupla Telles-Brahimi foi a mais interventiva mas Maxi e Corona não ficaram muito a trás. Herrera foi o elo de ligação no meio campo com algumas interacções com Corona, Brahimi e Marega. Soares com muito mais toques na bola em zonas baixas do que Marega, sempre mais preocupado em aproveitar o espaço nas costas da defesa vilacondense.
Menos bola para os de Vila do Conde e sobretudo nos atacantes. Muitas interacções entre Matheus Reis, Jambor e Shmidt mas com pouca continuidade no sector mais ofensivo. O Rio Ave iniciou o jogo num 4-3-3 com um 10 (Gélson Dala), mas aos 25' este saiu lesionado e entrou Jambor formando então um triângulo com um médio mais defensivo (Shmidt) e Tarantini e Jambor como interiores. Os extremos do Rio Ave trocaram várias vezes de corredor o que faz com que a sua posição média pareça bastante central. Vinicius fez o golo mas esteve sempre pouco apoiado e teve poucas oportunidades para brilhar e mostrar toda a qualidade que temos vindo a apreciar. Faltou Galeno para dificultar a vida ao Porto.
O Rio Ave teve apenas uma oportunidade de golo importante e aproveitou para fazer o único golo da partida. Depois disso só deu Porto. Foram 2 mas podiam muito bem ter sido 3, era inteiramente merecido. É certo que o jogo foi no Dragão e isso faz toda a diferença, mas não deixa de ser mais uma prestação interessante do Porto. Não é o jogar mais interessante na minha perspectiva, mas o objectivo é ganhar e já vão 15 consecutivas. Com Óliver, por exemplo, o jogo do Porto melhora. Controlam mais e melhor a posse, levam mais facilmente o adversários para onde lhes interessa e precisam de menos choque e vertigem para criar situações de perigo. Mas Sérgio gosta assim e a verdade é que continua tranquilo na frente.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

José Mourinho: de quem é a culpa?

Nova participação no "Onde dá a bola", desta vez falo sobre Mourinho e a catástrofe que foram as duas épocas e meia que esteve em Manchester.
Aqui.
É a minha resposta ao post do "lateral esquerdo" onde tentam, na minha opinião, defender o indefensável...

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Liga NOS 18-19 Sporting CP 5-2 Nacional: Inicio de jogo terrível do Sporting. Na segunda veio a reviravolta, mas nem tudo são rosas.

Mais um resultado desnivelado mas cujos números não inspiram assim tanta confiança. O Sporting atravessa uma fase de confiança imbatível mas que não vai durar para sempre. Este nível de eficácia ofensiva dificilmente se vai manter.
Sporting no geral com mais bola que o adversário e com vontade de jogar curto desde o guarda-redes.Veja-se o número de ligações de Renan para os colegas (defesas e Gudelj). Algum jogo interior (mais do que nos corredores) com os 3 médios e Nani bastante interventivos e interiores. Bas Dost continua a mudar o chip e a envolver-se cada mais com os colegas e isso torna-o muito melhor jogador. Bruno Fernandes no centro de todo o jogo do Sporting. Está mais feliz com esta forma de jogar e isso nota-se nele e no que dá aos colegas.
Nacional da Madeira mais defensivo que os leões mas ainda assim com ideia bastante positiva. Vontade de ter a bola desde trás, boa construção nas primeira fases e algum jogo interior, que neste tipo de equipas é bastante casual. Os madeirense alinharam num 4-3-3 com Vítor Gonçalves, Jota e Palocevic a formarem o trio de médios e Camacho, Witi e Róchez como tridente atacante. Jota (25 anos) e Camacho (24 anos) foram os mais inconformados e estiveram em bom plano com bola.
Este continua a ser o gráfico que me deixa algumas dúvidas que este nível de performance se possa manter por muito tempo. O Sporting a jogar em casa com um adversário do fundo da tabela não pode permitir 1.6 xG. E não o pode fazer porque nem sempre vai ser capaz de fazer 3 golo em 2.4 xG se retirarmos da equação os dois penaltys. Mesmo em relação aos penaltys, o Sporting tem esta época 8 lances da marca dos 11 metros (o primeira das 6 ligas europeias mais importantes) e desses 8 marcou todas o que faz com tenho 8 golos contra os 6.4 xG que esses lances valem. Insisto, este nível de eficácia não vai durar para sempre...

Liga NOS 18-19 Marítimo 0-1 SL Benfica: Péssima primeira parte. Jonas salvou os 3 pontos novamente.

Novo jogo e nova exibição cinzentíssima da equipa encarnada. Nada de novo em termos ofensivos, poucas ideias para desbloquear blocos baixos e sempre Jonas a resolver os problemas de Rui Vitória.
A posse foi controlada quase em definitivo pelo Benfica o que não espanta pela qualidade individual dos jogadores das duas equipas e também pela ideia de jogo de Petit. Sempre pelos corredores laterais e apenas com Pizzi a dar alguma criatividade em termos ofensivos. É para mim totalmente idiota que seja Pizzi a sair sempre que Rui Vitória precisa de mexer na equipa. Tem acontecido em todos os jogos e em todos os jogos a equipa fica pior depois disso. Estes mapas de passes que temos apresentado são muito claros: se Pizzi joga mais na direita, a equipa joga mais na direita, se Pizzi joga mais na esquerda a equipa ataca melhor pela esquerda. Ignorar estes factos é idiota e Rui Vitória continua a fazê-lo semana após semana. Zivkovic em bom plano uma vez mais e a dinamizar o corredor direito. Grimaldo continua a dinamizar o esquerdo que sente depois falta de um extremo mais capaz de jogar em combinação.
Muito menos passes para a equipa madeirense o que é perfeitamente expectável. Marítimo em 4-3-3 com Gamboa, Vukovic e Baiano a formar o meio campo, Danny e Correa nos corredores laterais (com Danny sempre muito por dentro) e Pinho na frente de ataque. Pouco jogo interior e corredor direito mais usado para os poucos contra ataques.
Ao intervalo o Benfica tinha criado mais ou menos a mesma coisa que o Marítimo e que foi muito próximo de zero! Isto começa a ser normal nos jogos do Benfica e isso é ridículo. O Benfica passou 45 com a bola à passear dos centrais para os laterais, dos laterais para os extremos e de volta para o quarteto defensivo. No início da segunda parte vem novamente o golo num bonito lance de Cervi que termina com o penalty finalizado por Jonas. Depois do penalty o Benfica criou mais um ou duas oportunidades num jogo contra uma das equipas mais frágeis do campeonato que luta pela manutenção. É um facto que desta vez o Benfica não permitiu oportunidades de golo ao adversário e isso é importante, mas penso que isso se deve mais ao facto de o Marítimo não ser capaz do que o Benfica estar melhor defensivamente... Vamos ver o que nos trás o próximo jogo com o Braga!

Liga NOS 18-19 Santa Clara 1-2 FC Porto: Depois do susto a recuperação e a vitória

Jogo previsivelmente complicado para os campeões nacionais que acabaram por trazer os 3 pontos, depois de dificuldades iniciais.
Pouca posse para os dragões, que normalmente dominam também este campo. Pouco a recolher da rede de passes desta semana que é pobre. Destaco Marega que a partir do corredor lateral acaba por ser o segundo avançado, deixando o corredor para Corona que vem ganhando protagonismo na equipa como lateral (apesar de ter terminado o jogo como extremo, após entrada de Máxi). Herrera mais uma vez aparece numa posição mais ofensiva que a de Oliver o que não me parece fazer grande sentido. Mas a equipa continua a ganhar...
Santa Clara organizado numa espécie de 4-4-2 losango, com o losango a ser definido por Alexandre Carvalho, Chrien, Rashid e Bruno Lamas. A equipa esteve quase sempre num bloco baixo, bastante recuada em grande parte do tempo e aproveitando os erros do adversário para atacar. Bruno Lamas é o mais criativo da equipa e o jogo passa quase sempre pelo médio português.
O gráfico de golos esperados é bastante claro, o jogo podia ter caída para qualquer dos lados. O Santa Clara produziu o suficiente para fazer o segundo golo e com isso o jogo podia ter mudado, mas a verdade é que o Porto soube sofrer quando foi preciso e fez os dois golos que são inteiramente merecidos. O golo de Soares mesmo ao cair da primeira parte foi decisivo, se o jogo vai para intervalo com empate, tudo podia ter sido diferente. O Porto com o tempo ia ficar mais nervoso e o Santa Clara podia aproveitar isso em seu benefício, mas o que fica são os 3 pontos para o Dragão.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Novo artigo no "Onde dá a bola?"

Mais uma participação no projecto "Onde dá a bola" com a equipa da semana e um breve resumo da jornada 13 da Liga NOS.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Europa League 18-19 - Sporting CP 3-0 Vorskla Poltava: Muitas mexidas no onze e ainda assim jogo bem conseguido!

No último jogo da fase de grupos de Europa League o Sporting tinha apenas o dinheiro da vitória para disputar e uma boa oportunidade para dar minutos a jogadores menos utilizados. Keiser não enjeitou a oportunidade e fez 8 trocas no onze inicial.
Do onze do jogo com o D. Aves ficaram apenas Acuña (que foi expulso e não joga este fim de semana), Coates e Bruno Fernandes que ficaram para não descaracterizar demasiado a equipa. Muita bola para a equipa do Sporting e uma quantidade de passes impressionante, mas temos sempre que ter em conta que o adversário era fraquíssimo e sem nada para ganhar. Destaque para a predominância do corredor esquerdo, com Acuña, André Pinto e Jovane Cabral. No meio, Miguel Luís teve muita presença e quase todos os lances passaram pelo jovem médio leonino. Bruno Fernandes começa a aparecer onde é mais perigoso, perto da área e da baliza, ao lado de Montero, desta vez. Mané teve bastante ligação com os restantes avançados e criou perigo em diversas ocasiões. Falta-lhe ritmo, isso é evidente, mas se continuar a jogar pode ser uma boa opção.
Os ucranianos tiveram sempre pouca bola e muita dificuldade em criar qualquer coisa quando a tinham. Jogaram em 4-3-3 com 2 médios defensivos e um ofensivo (Gabelok) e com o extremo esquerdo Artur sempre muito defensivo, preocupado com Mané, Bruno Fernandes e Ristovski (ou Thierry Correia na segunda parte). Alguma tentativa de jogo interior com os dois médios defensivos mas sem ligação com o ataque (sobretudo Careca, o ponta de lança).
O gráfico de golos esperados mostra com alguma clareza o que se passou no jogo: muitas oportunidades para os leões e quase nulas para os ucranianos. Domínio quase total do Sporting que ao intervalo ganhava por 3 com algum exagero mas que na segunda parte continuou por cima no jogo e a criar oportunidades que acabaram por fazer com que os 3 golos de vantagem não surpreendam.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Champions League 18-19 - SL Benfica 1-0 AEK Atenas: Jogo pobre com exibição brilhante de Grimaldo!

No último jogo da Champions League para ambas as equipas e quando já nada estava para decidir para além do dinheiro e do prestígio, defrontaram-se o terceiro e quarto classificados num jogo pobre em qualidade, num ritmo lento e sem ritmo mesmo para este nível de equipas.
A bola esteve quase sempre com a equipa encarnada que teve sempre dificuldades em usá-la com critério para desequilibrar o adversário. Nota-se que a equipa está mais avançada no terreno do que é normal neste tipo de jogos mas, como é costume, são os corredores laterais que são quase sempre usados para criar algum perigo. O corredor esquerdo é sempre o mais utilizado sobretudo porque Grimaldo está numa forma enorme e tem sido por ele que passam a maior parte dos desequilíbrios. Desta vez juntou a isso um golo de livre directo. Pizzi e João Félix foram também muito utilizados mas ainda fora substituídos. Depois disso a equipa piorou, o que acontece muitas vezes quando Rui Vitória precisa de mexer na equipa. Rafa teve pouca participação porque saí lesionado aos 53 minutos. Alfa e Gédson foram sempre mais solicitados para jogar sem bola, sobretudo em matéria defensiva.
A equipa Grega sempre em bloco baixo e isso nota-se no posicionamento médio mais baixa dos seus jogadores. O sistema utilizado foi um 4-3-3 normal com Galanopoulos como vértice defensivo do triângulo do meio campo com Cosic e Morán como interiores. Na frente, quase sem bola, estavam Klonaridis, Boyé no corredores laterais e Ponce como ponta de lança. Cosic é o dínamo da equipa em termos ofensivos e foi o mais chamado durante o jogo, mas sempre com dificuldade em ligar o jogo com o ataque.
As oportunidades de golo foram quase todas do Benfica que podia, é um facto, ter ganho por mais do que um golo (3-1 seria bastante justo), mesmo jogando lento, sem grande procura de espaços dentro do bloco grego e quase sempre usando os cruzamentos os desequilíbrios gregos na transição defensiva. Os gregos, nas poucas oportunidades que tiveram podiam ter marcado uma vez que conseguiram chegar aos 0.81 xG.